Economia

Mais 40 milhões de pessoas farão parte da classe média nos próximos dez anos

Da Redação ·
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Quarenta e quatro milhões e meio de pessoas vão entrar para a classe media nos próximos dez anos - muitas vindas das classes mais baixas.

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O sonho da casa própria, por exemplo, já está se concretizando. Serão cerca de 14,5 milhões de novas casas para morar. Hoje, 40% dos domicílios no país pertencem a nova classe média brasileira e esse número será maior do que 50% em 2020.

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Corredores cheios, muita gente querendo comprar - o cenário deve ficar mais frequente ao longo da década. É que cada vez mais brasileiros vão querer - e poder - comprar os chamados bens duráveis, móveis, eletrônicos, eletrodoméstico e, principalmente, carros.

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O crescimento da venda de automóveis dá uma boa dimensão do aumento do poder de compra do brasileiro.

Nos últimos seis anos, a venda de veículos mais que dobrou. Um recorde: 3,5 milhões de novos carros andando pelas ruas brasileiras e isso pode ser ainda maior.

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“Esse potencial de crescimento da classe média, só pra quem não tem automóvel em casa, poderia gerar 1,5 milhão de automóveis e motos por ano”, explica o economista-chefe da MB Associados Sérgio Vale.

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O economista alerta: crescer rápido demais tem seus problemas. “O lado negativo, é que você não pode crescer de forma muito intensa, porque isso gera um processo inflacionário então você tem que moderar esse crescimento, pra que ele não seja perverso pra própria classe média que está sendo gerada”.

Para que o sonho não se transforme em pesadelo, a palavra de ordem é planejamento. “Primeiro a casa. Reformar a casa, depois trocar os móveis e mais pra frente o carro. Planejado, tem que ser planejado”, avisa a funcionária pública Ana Paula Morais.