Economia

Empresas dão até 16º salário para reter bons funcionários

Da Redação ·

Cursos, treinamentos, viagens e até três salários a mais por ano para cada funcionário. As empresas estão apostando alto em sua mão de obra e oferecendo cada vez mais benefícios com o objetivo de segurar seus melhores empregados em seu quadro de funcionários.

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A forte concorrência em alguns setores, reflexo da falta de profissionais qualificados no mercado, faz com que a ameaça de que outras empresas “roubem” os talentos seja cada vez maior.

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Uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que a “falta de qualificação” é o maior problema da indústria, atualmente. Um em cada quatro empresários diz que isso travou o crescimento do setor no ano passado. Na construção civil, 6 em 10 dizem que sofrem com a falta de empregados qualificados.

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O advogado Fernando Vianna passou de estagiário a “doutor” em oito anos. A mudança é resultado de um intercâmbio e vários cursos feitos no exterior que permitiram que ele assumisse um cargo mais alto na mesma empresa. A boa notícia para ele é que tudo foi bancado pela própria companhia.

- Se não fosse essa aposta da firma no meu trabalho eu não estaria onde estou hoje, nem aqui nem em qualquer outra lugar fora.

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Uma empresa de tecnologia de Florianópolis (SC), além de treinamento, paga até 16º salário para os funcionários. Carlos Eduardo Penteado, dono da empresa, explica que isso tudo tem a ver com o desempenho do funcionário e a recompensa por mérito.

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- Dependendo do desempenho vai ganhar mais. Eu tenho que oferecer algo a mais para manter o funcionário aqui.

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Para a estagiária Gabriela Brunazo, este é um dinheiro extra que a motiva e permite a realização de alguns sonhos.

- Eu adoraria terminar inglês, fazer uma viagem ou terminar o curso mesmo. Seria uma aplicação para as minhas metas, com certeza.

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Uma pesquisa mostra que para cada R$ 1 investido em recursos humanos, as empresas economizam, em média, R$ 13 com custeio de funcionários e processos de contratação. Estudos também revelam que o aumento de salário isoladamente, sem a concessão de benefícios, não é o ideal. A compensação financeira tem de ser uma consequência e não a causa do desempenho do funcionário.

A falta de qualificação dos trabalhadores é motivo para que 1 em cada 3 desempregados deixe de procurar emprego pelo simples temor de ser rejeitado por causa do pouco estudo. A conclusão é de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que entrevistou 2.770 pessoas em todas as regiões brasileiras.

Segundo o estudo, os desempregados que dão mais relevância à falta de qualificação como motivo para não trabalhar são das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste - 48,4%.