Economia

Mercado de ações atrai cada vez mais mulheres e jovens

Da Redação ·

O número de mulheres e jovens que investem em ações cresceu consideravelmente nos últimos anos. Para se ter uma ideia, em 2002, a Bolsa de Valores de São Paulo contava com 15 mil investidores do sexo feminino. Já em dezembro de 2010, esse número saltou para 151 mil, 10 vezes mais do que há oito anos, segundo dados da BM&FBovespa.  

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Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente do Instituto DiSOP, um dos motivos desse crescimento é a maior facilidade de acesso à informação através da internet. “Hoje em dia, os jovens acessam muito mais a rede, para fazer trabalhos ou mesmo para entretenimento. As mulheres também estão mais conectadas, tanto no trabalho quanto em casa. E elas buscam cada vez mais informações, inclusive de investimentos”, aponta.  

Além disso, o crescimento da mulher no mercado de trabalho também é apontado pelo educador para o aumento das investidoras no mercado de renda variável. “As mulheres estão buscando a igualdade com os homens. Então, a Bolsa de Valores, que antes era dominada pelos homens, agora também está sendo usada pelas mulheres”, afirma.  

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Jovens  

A quantidade de jovens no mercado de renda variável também é considerável. A faixa etária entre 16 e 25 anos engloba mais de 29 mil investidores da BM&FBovespa, o que representa quase 5% da quantidade total de investidores pessoa física (611 mil em dezembro de 2010).

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Para o estrategista-chefe da corretora SLW, Pedro Galdi, o fato da economia estar mais estabilizada contribui para uma maior procura dos jovens por investimentos.  

“Essa nova geração convive em um cenário econômico muito mais tranquilo. Com isso, o modelo de poupança vem se difundindo e os jovens são cada vez mais atraídos para o mercado de investimentos”, diz Galdi.

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Antigamente, ele aponta, a inflação altíssima e a instabilidade da economia não permitiam um planejamento muito grande. “Por isso as pessoas não tinham o costume de poupar e fazer investimentos pensando no futuro. Hoje o País está em um ciclo de crescimento, com baixo nível de desemprego e melhoria de renda da população”, diz.  

Diversificar  

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O estrategista também ressalta a importância de diversificar a carteira entre renda fixa e renda variável. “Quanto mais novo for o investidor, maior pode ser a sua exposição em renda variável. Isto porque, em caso de haver algum problema e suas ações caírem muito, ele terá mais tempo para recuperar o valor investido”, diz.  

Segundo Galdi, uma regra bem simples, mas eficaz, pode ser utilizada. Basta subtrair do número 100 a idade do investidor. O resultado é o percentual de exposição em renda variável e o restante fica na renda fixa.  

Por exemplo: Se o investidor tiver 20 anos, pode investir 80% em renda variável e 20% em renda fixa. (100-20 = 80). Já se tiver 40 anos, investe 60% em renda variável e 40% em renda fixa.  

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Diferenças  

Para Domingos, a mulher é muito mais precavida do que os homens. “As mulheres geralmente são mais conservadoras. Por isso, quando elas decidem entrar no mercado de ações, se arriscam menos e por isso possuem até mais chances de sucesso”, afirma.  

O estrategista da SLW concorda. “As mulheres geralmente se planejam mais e pensam mais no futuro”, diz Galdi.  

Dicas  

O principal conselho dos especialistas para os jovens e mulheres que pretendem ingressar no mercado de ações é a consciência financeira. “A educação financeira é muito importante. Além disso, é preciso que o investimento esteja atrelado a um sonho, a um objetivo”, diz Domingos.

Segundo ele, quando a aplicação tem um destino certo, o investidor passa a ter mais cuidado antes de correr riscos desnecessários. “Assim, ele evita usar o dinheiro no curto prazo e realizar prejuízo, por exemplo”, diz.  

Além disso, para ele, é importante que o investidor procure uma corretora autorizada e opere através dos prórpios corretores. “O homebroker é muito arriscado. O ideal é deixar na mão de quem entende, dos especialistas”, opina.