Economia

Alimentos sobem menos, mas continuam caros

Da Redação ·

Os preços dos alimentos tiveram desaceleração no início deste ano, mas continuam a ser a despesa que mais pesa no bolso do consumidor, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15), que é uma prévia do indicador oficial de inflação, ficou em 0,76% em janeiro. Alimentos e bebidas tiveram alta de 1,21%, contra 1,84% em dezembro.

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Apesar da desaceleração, os custos dos produtos alimentícios ainda representaram o maior peso no cálculo do índice deste mês.

Os preços dos itens carnes, açúcar cristal, açúcar refinado, feijão carioca, feijão preto e batata-inglesa tiveram alta menor ou mesmo quedas mais acentuadas entre dezembro e este mês. Outros produtos – como tomate, cebola, cenoura, hortaliças, verduras e frutas –, no entanto, tiveram aumentos.

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O mesmo ritmo de aceleração foi registrado em outros itens importantes no orçamento das famílias, como as tarifas de ônibus urbanos – que subiram 1,77%, refletindo os reajustes nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Recife - em São Paulo, por exemplo, as passagens subiram de R$ 2,70 para R$ 3. Subiram também as tarifas dos ônibus intermunicipais e interestaduais.

Além dos ônibus, o etanol apresentou aumento de preços - o combustível passou de R$ 1,856, em média, para R$ 1,864 na semana encerrada no último dia 22, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) -, levando a gasolina a ficar mais cara em janeiro - também de acordo com a agência, o motorista desembolsa R$ 2,762 pelo litro da gasolina na Bahia; R$ 2,554 em Minas Gerais; e R$ 2,57 no Rio Grande do Sul. O índice referente ao grupo transporte passou, assim, de 0,17% para 0,89%.

Os preços no grupo habitação (de 0,51% para 0,60%) também ficaram mais altos com os reajustes dos aluguéis e condomínios, bem como artigos de residência - com destaque para mobiliário (de 0,21% para 1,07%) e eletrodomésticos (de -0,96% para 0,56%).

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O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos (de R$ 540 a R$ 21.600) e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. O cálculo é feito da mesma forma que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo Banco Central para controlar a meta de inflação - a diferença está no período de coleta dos preços.

Para o cálculo do indicador, os preços foram coletados entre 14 de dezembro de 2010 e o dia 14 deste mês, e comparados com os que foram registrados entre 13 de novembro a 13 de dezembro do ano passado.