Economia

Inflação do aluguel é a maior desde 2004

Da Redação ·
 Está cada vez mais caro morar em SP
fonte: Getty images
Está cada vez mais caro morar em SP

A inflação do aluguel medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), usado nos contratos de locação imobiliária, fechou o ano com alta de 11,32%, o dobro da inflação neste ano, que foi de 5,63%. O valor é o maior desde 2004, quando o indicador fechou o ano com alta de 12,41%.

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No ano passado, por exemplo, o indicador fechou negativo em -1,71%, reflexo principalmente do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas do país) que foi de queda de 0,2%. Como o país registrou crescimento zero, devido à crise financeira nos Estados Unidos, a inflação também foi pequena, comparada a desse ano.Com isso, os inquilinos devem preparar o bolso para a alta nos contratos com aniversário no ano que vem.

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No entanto, vale tentar uma negociação com o proprietário, já que o mercado imobiliário, em especial os aluguéis, enfrenta um forte procura ainda mais no início do ano. Quanto maior a oferta, mais poder de barganha os proprietários adquirem para reajustar os preços.

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Em dezembro, o indicador subiu 0,69% em dezembro, em uma forte desaceleração após a alta de 1,45% em novembro, informou a FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta quarta-feira (29).
 

Analistas esperavam avanço de 0,78%, segundo as projeções que oscilaram de 0,55% a 0,89%.

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A falta de imóveis disponíveis para locação é um dos principais empecilhos para quem ainda não tem dinheiro para financiar a compra da casa própria.

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Com isso, em vez de pagar R$ 800 de aluguel para morar no centro de São Paulo, segundo levantamento do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da capital), a população da baixa renda começou a migrar para os financiamentos imobiliários ou trocar o aluguel dos imóveis nas regiões centrais das capitais para a periferia, como explica José Augusto Viana Neto, presidente da instituição.

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- A influência do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado, usado no reajuste dos contratos de imóveis) é pequena, apesar dele ter aumentado muito. O grande problema é quando vence os 30 meses [prazo para locação do imóvel]. Esses imóveis estavam alugados por 0,5% do valor e agora o proprietário pede 1% do imóvel. Está muito caro morar de aluguel e a classe C prefere se endividar na compra da casa ou ir morar na periferia onde ele paga metade do preço.

Filão

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De olho nesse público, a Caixa Econômica Federal lançou na semana passada o cartão aluguel. A ideia é juntar num produto só o cartão de crédito e o pagamento do aluguel, sem precisar da figura do fiador nem de garantias adicionais.

O cartão passou a funcionar, em fase experimental por 60 dias, a partir do último dia 20 em São Paulo e Goiás. Inicialmente, a parceira conta com quatro imobiliárias credenciadas, sendo duas de São Paulo - Parceria Imóveis e Koyama Imóveis; e duas de Goiás - Tropical Corretora e Leonardo Rizzo Locações Imobiliárias.

O consumidor poderá adquirir o cartão nas agências da Caixa e nas imobiliárias credenciadas. A renda mensal mínima solicitada é de R$ 1.000.

O produto, que será oferecido nas bandeiras Visa e Mastercard, terá dois limites. Um deles é o rotativo, como no cartão de crédito tradicional, onde o consumidor poderá fazer compras em estabelecimentos comerciais do país e do exterior.