Economia

BNDES anuncia 5 medidas para o crédito de longo prazo

Da Redação ·
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, anunciou hoje cinco medidas que serão adotadas pelo banco para dar suporte ao pacote de estímulo ao crédito de longo prazo, anunciado pelo Ministério da Fazenda. A primeira se refere à adoção de um programa de aquisição de debêntures em ofertas de emissão primárias. A oferta será de R$ 10 bilhões. Dependendo das características dos papéis, o BNDES poderá garantir de 5% a 20% das debêntures. Segundo Coutinho, esse é um programa importante de engajamento do banco com as medidas anunciadas. A segunda medida é uma participação complementar do BNDES no Fundo de Liquidez de títulos privados. A instituição, segundo ele, procurará intensificar o mercado secundário desses papéis por meio de plataforma eletrônica transparente, com o objetivo de ajudar a desenvolver esse mercado. Outra medida é o lançamento de debêntures próprias do BNDES que, segundo Coutinho, ajudarão a padronizar esse "mercado incipiente", além de inovar em matéria de indexadores. Ele disse ainda que uma nova debênture, que será lançada em breve, terá uma série indexada ao que ele chamou de "libor brasileira", uma taxa com flutuação trimestral. A criação da nova taxa, como explicou, servirá para que as debêntures brasileiras deixem de estar indexadas à taxa DI, que tem variação diária. "O BNDES não apoiará nenhuma debênture indexada em DI", afirmou. A quarta medida anunciada hoje trata da adoção de um aluguel de carteira de títulos do BNDES para rede de instituições privadas que desejar atuar como "market maker". "Isso desonera os custos para a formação de carteiras. Esse aluguel é para assegurar a formação do mercado secundário no início", disse ainda Coutinho. Por fim, o presidente do BNDES anunciou a assinatura de um acordo entre o BNDES e a BM&FBovespa para o que chamou de uma sintonia fina entre as instituições e uma cooperação técnica. Coutinho considera que as medidas anunciadas hoje são o início de uma reforma microeconômica de grande alcance para o Brasil.
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