Economia

Opep decide manter cota de produção inalterada

Da Redação ·

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou, após reunião em Quito, no Equador, que vai manter a cota de produção no mesmo nível dos últimos dois anos, a 24,85 milhões de barris por dia. "Nenhuma mudança", foi o que disse o presidente do cartel e também ministro de Petróleo equatoriano, Wilson Pastor, após o encontro.

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O valor do barril nesta semana chegou à região dos US$ 90, o que representou um avanço de 23% ante o preço registrado no final de agosto. Os representantes da Opep, no entanto, afirmam que não há motivo para preocupação. "Por que perturbar o mercado?", disse o ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi. "O mercado está equilibrado. Todos estão felizes."

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Anteriormente, os sauditas haviam dito que a faixa de US$ 70 a US$ 80 por barril para o petróleo era satisfatória tanto para os produtores quanto para os consumidores. Naimi reiterou essa perspectiva, mas alguns membros da Opep, como Líbia, Venezuela e Irã, têm como meta um preço de US$ 100 por barril, argumentando que, abaixo desse nível, não conseguem obter receita suficiente por causa de questões cambiais.

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Diversos representantes da Opep disseram que a cota de produção do grupo deve permanecer no patamar atual pelos próximos meses. O assunto só voltará a ser debatido pelo cartel em junho do ano que vem, durante uma reunião em Viena.

Bancos estimam que o preço médio do petróleo em 2011 será de US$ 100 por barril, nível que, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), pode prejudicar a recuperação da economia mundial. Jason Schenker, presidente da empresa de pesquisas Prestige Economics, disse que a US$ 100, "a Opep deve enfrentar pressão política significativa para elevar a produção".

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Na sexta-feira, o preço do petróleo no mercado futuro de Nova York caiu US$ 0,58 e fechou a US$ 87,79 por barril. As informações são da Dow Jones.