Economia

Abinee: déficit comercial deve crescer 57% em 2010

Da Redação ·

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, disse hoje que o saldo comercial do setor deve encerrar o ano com déficit de US$ 27,5 bilhões, resultado 57% acima do saldo negativo de US$ 17,5 bilhões em 2009. Ele prevê para 2011 um déficit de US$ 33,4 bilhões - 21% maior. De acordo com Barbato, o nível do câmbio tem prejudicado a competitividade das exportações brasileiras e também dos produtos nacionais frente aos importados no País.

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Segundo o presidente da Abinee, a participação das exportações no faturamento total do setor eletroeletrônico era de 20,4% em 2005 e caiu para 11% em 2010. Já a participação dos importados no mercado interno subiu de 15,9% em 2005 para 21,5% em 2010. As exportações do setor devem somar US$ 7,75 bilhões este ano e as importações devem atingir US$ 35 bilhões. Para 2011, a projeção para as exportações é de US$ 7,8 bilhões e a para importações, de US$ 41,2 bilhões.

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"Acreditamos que o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, terá de tomar medidas compensatórias em relação ao câmbio", afirmou Barbato. Entre as medidas pleiteadas, estão a desoneração da folha de pagamento das empresas exportadoras e o aumento do imposto de importação para produtos que possuem similar nacional. De acordo com ele, a tarifa média de importação do setor é de 12%. A associação pede que todas as alíquotas sejam elevadas até o teto de 35%.

Na avaliação de Barbato, o País está passando por um processo de desindustrialização. "É uma desindustrialização muito precoce, facilitada pelos problemas que estamos enfrentando com o câmbio desde o início do governo Lula", afirmou. "Que me desculpem o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e o presidente Lula, mas eles não deram prioridade à indústria coisa nenhuma. O único que deu foi o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, além do Ministério de Ciência e Tecnologia."