Economia

Petróleo superará 100 dólares em 2012

Da Redação ·
O avanço de mais de 6% do ‘brent' é o mais elevado dos últimos dois meses
fonte: Arquivo
O avanço de mais de 6% do ‘brent' é o mais elevado dos últimos dois meses

Nos últimos dias a expressão "ouro negro" ganhou mais brilho. O petróleo atingiu nos mercados internacionais o patamar mais elevado em mais de dois anos. O barril de ‘brent' transaccionado em Londres- referência para as importações portuguesas- superou os 91 dólares, enquanto o barril de crude negociado em Nova Iorque ultrapassou os 88 dólares. Seria necessário recuar até Outubro de 2008, para ver a matéria-prima negociar a um nível tão elevado, mas ainda assim distante dos máximos históricos de Julho desse ano quando esteve próximo dos 150 dólares por barril.

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Em termos semanais, o avanço de mais de 6% do ‘brent' é o mais elevado dos últimos dois meses. No caso do crude, a valorização semanal de 5%, é a mais acentuada no espaço de um mês.

Para além do anúncio pelo BCE de que vai manter as ajudas extraordinárias aos países europeus, os especialistas explicam essas subidas com dados económicos favoráveis divulgados pelos dois maiores consumidores mundiais de energia. "O sentimento macroeconómico tem melhorado com os fortes dados económicos vindos dos Estados Unidos e da China", explicou Andrey Kryuchenkov da VTB Capital, em Londres, citado pela Bloomberg. Números sobre o emprego, vendas de casas e do retalhos no outro lado do atlântico apontam para uma recuperação económica sustentável. Já na China, estatísticas divulgadas na última semana indicam que a actividade industrial atingiu um pico máximo de sete meses.

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A recente valorização justificou mesmo que casas de investimento, como a JP Morgan e a Goldman Sachs, colocassem as suas estimativas para a evolução de longo prazo da cotação do 'ouro negro' acima dos 100 dólares. Os analistas da JP Morgan acreditam que a subida de consumo nos mercados emergentes irá fazer o barril de crude valorizar para 120 dólares em 2012, ao mesmo tempo que os peritos da Goldman estimam que a matéria-prima chegará aos 110 dólares el barril em dois anos.