Economia

Governo adia leilão do trem-bala para 2011

Da Redação ·
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A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) anunciou na tarde desta sexta-feira (26) o adiamento do leilão do TAV (Trem de Alta Velocidade), o trem-bala que interligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

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A disputa estava marcada para 16 de dezembro e com data-limite para entrega das propostas na próxima segunda-feira (29).

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A nova data para entrega das propostas foi marcada para 11 de abril e o leilão será realizado no dia 29 de abril de 2011.

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Na quinta-feira (25), o MPF/DF (Ministério Público Federal no Distrito Federal) recomendou à ANTT a suspensão imediata da licitação para concessão de exploração da obra.
 

As falhas no estudo técnico do empreendimento e no próprio edital de concessão beneficiariam muito mais a iniciativa privada que o setor público. Outro problema apontado pelo MPF/DF foi a estimativa de implantação do trem-bala, atualmente orçada em R$ 34 bilhões.

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Ainda na quinta-feira, um consórcio formado por quatro empresas japonesas - Mitsui & Co., a Mitsubishi Heavy Industries, a Hitachi e a Toshiba - desistiu de participar da disputa pela obra. Desde o início de 2010, o grupo preparava uma proposta para construir o trem-bala brasileiro.

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A decisão desta sexta-feira vai de encontro à declaração do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, no dia 17 deste mês, quando garantiu que o cronograma da obra estava mantido - apesar das pressões da iniciativa privada.

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- Esse cronograma está mantido. Ninguém está discutindo a data. Temos um processo que está em curso. O governo fixou um plano, um cronograma. Dia 29 de novembro é a data-limite para a entrega das propostas dos grupos ou consórcios interessados. E no dia 16 de dezembro acontecerá o leilão na Bolsa de Valores de São Paulo [Bovespa] para ver quem apresenta a menor tarifa.

O diretor geral da ANTT), Bernardo Figueiredo, afirmou que o adiamento do leilão do trem de alta velocidade ocorreu em razão de "argumentos objetivos" apresentados pelos grupos interessados em participar da licitação. Ele ressaltou que o governo tem "total confiança" de que, com o alongamento do prazo, o processo será mais competitivo.

- Pelo menos quatro grupos empresariais diferentes confirmaram que vão participar do processo de licitação.



Figueiredo explicou que esses quatro grupos não indicam necessariamente a formação de quatro consórcios, pois os executores da obra e os detentores de tecnologia poderão se unir posteriormente e, desta forma, reduzir o número de competidores.



A Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop) considerou "positiva e prudente" a decisão do governo de adiar o leilão do trem-bala.



- Isso irá possibilitar melhor desenvolvimento dos estudos e das parcerias necessárias - diz nota assinada pelo presidente da entidade, Luciano Amadio.