Economia

Eua reconhecem Santa Catarina como área livre de aftosa

Da Redação ·
 Estado havia requerido em 2007 o reconhecimento
fonte: Divulgação
Estado havia requerido em 2007 o reconhecimento

O estado de Santa Catarina foi oficialmente reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pelo governo dos Estados Unidos. “Não foi bondade dos Estados Unidos abrir o mercado para a gente, foi mérito nosso”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
 

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Segundo Camargo Neto, o Brasil vinha pleiteando a condição de exportador, porém os países trabalham numa lentidão inaceitável. “Eles não reconhecem, às vezes por burocracia, as vezes por má-vontade, ou ainda por protecionismo. Algumas vezes, também é erro nosso por esquecermos o processo lá, a embaixada não dá a devida atenção, mas quando a gente trabalha direito, quer ser respeitado”, reclamou.
 

O presidente da Abipecs lembrou que esse reconhecimento foi solicitado pelo Brasil em 2007. Foram enviados veterinários para fazer análises em 2008. “Em dezembro de 2008, estava concluído, mas ficou lá engavetado e, finalmente, quando o governo norte-americano teve que se sentar com o Brasil, o governo brasileiro incluiu a questão da carne suína".
 

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Para Camargo Neto, o mercado americano é muito competitivo, tem preços semelhantes aos do Brasil. "Nós acreditamos que para os Estados Unidos vamos exportar pouco, pois o país não é visto como um grande mercado [para o produto]. A credibilidade, porém, que o serviço sanitário americano tem é muito grande, então acreditamos que isso terá uma influência, principalmente em países que têm receio de aprovar o Brasil".
 

Apenas o estado de Santa Catarina foi reconhecido como livre de aftosa para exportação. O presidente da Abipecs lembrou que o Ministério da Agricultura tem um serviço de fiscalização que não permite, nesse caso, que o Brasil exporte carne suína de qualquer outro estado. “Quem vai exportar são as empresas da Abipecs e a gente tem que trabalhar com um mínimo de seriedade. Se queremos ter credibilidade, não podemos mandar carne de outros estados, é fraude”, concluiu.