Economia

Gastos de brasileiros no exterior batem recorde

Da Redação ·

Com dólar barato e aumento do emprego e da renda, os gastos dos turistas brasileiros no exterior cravaram a marca recorde de R$ 2,69 bilhões (US$ 1,58 bilhão). O recorde anterior havia sido registrado em julho deste ano - mês de férias -, quando chegou a R$ 2,55 bilhões (US$ 1,5 bilhão). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central.

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Entre janeiro e setembro deste ano os gastos dos turistas brasileiros no exterior chegaram a R$ 19,55 bilhões (US$ 11,47 bilhões), 54% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado – quando as despesas foram de R$ 12,73 bilhões (US$ 7,47 bilhões). Em agosto, os gastos ficaram em R$ 2,22 bilhões (US$ 1,3 bilhão).

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Já as despesas de estrangeiros no Brasil ficaram em R$ 773,7 milhões (US$ 454 milhões) em setembro. Nos nove primeiros meses deste ano (de janeiro a setembro) os estrangeiros deixaram R$ 7,36 bilhões (US$ 4,32 bilhões) no país. O valor é superior ao do mesmo período de 2009, quando os gastos de estrangeiros no país ficaram em R$ 6,59 bilhões (US$ 3,87 bilhões).

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De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, a alta dos gastos no exterior está tanto relacionada à ascensão dos brasileiros para a classe média quanto com a valorização do real.

- O brasileiro tem viajado para o exterior e isso tende a continuar porque está vinculado a ganho de emprego e renda. O quadro não deve se alterar, por isso acreditamos que os gastos dos brasileiros no exterior continuarão aumentando. O dólar barato também ajuda, mas temos visto uma quantidade enorme de pessoas viajando pela primeira vez. E o dólar barato contribui para que essa viagem seja ao exterior.

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Em outubro, na parcial até hoje, os gastos de brasileiros no exterior somaram R$ 2,15 bilhões (US$ 1,264 bilhão) e as despesas de estrangeiros no Brasil ficaram em R$ 533 milhões (US$ 313 milhões).

A moeda americana tem perdido valor no mundo todo, mas é frente ao real que está mais desvalorizada. O dólar barato estimula os brasileiros a trocarem viagens domésticas para viagens para o exterior. Além disso, a ascensão das classes C e D, com maior renda e acesso aos financiamentos das passagens aéreas, também contribuiu para o resultado.