Economia

Brasil fabricará 5 mi de carros ao ano até 2015

Da Redação ·
 Asiáticos cresceram mais de 1.200% de 2006 a 2010. "Isso acendeu o amarelo", diz Belini
fonte: Daia Oliver/R7
Asiáticos cresceram mais de 1.200% de 2006 a 2010. "Isso acendeu o amarelo", diz Belini

O Brasil tem capacidade de fazer 5 milhões de veículos por ano até 2015. O número representa um acréscimo de 1,6 milhão de veículos sobre o total que deve deixar as fábricas neste ano. Para o presidente da Fiat, Cledorvino Belini, só assim o nosso mercado vai ganhar escala global para concorrer em pé de igualdade com gigantes como os asiáticos.

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Hoje, o mercado brasileiro já passou a Alemanha como o quarto maior consumidor. De janeiro a agosto, foram 2,077 milhões de unidades vendidas aqui, contra 2,027 milhões de lá. Mas somos só o sexto maior produtor – a previsão é fechar 2010 com 3,4 milhões de unidades.

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- Nosso sonho é atingir 5 milhões de unidades no país até 2015. Temos muito a crescer ainda. O Brasil tem uma lição de casa para ser feita. Os asiáticos estão vindo: de 2006 a 2010, os coreanos e os chineses cresceram mais de 1.200% por aqui. Isso acendeu o farol amarelo. Então, temos que nos organizar em termos de produtividade e eficiência.

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Um de cada cinco carros que vieram para o Salão do Automóvel de São Paulo, que abre as portas para o público desta quarta-feira (27) até 7 de novembro, é asiático. Para Belini, essa chegada dos carros baratos da Ásia acirra a concorrência, e “a concorrência traz o progresso”.

O presidente da Fiat, que também ocupa a liderança da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), ainda tocou na questão cambial e reconheceu que as importações têm crescido a níveis nunca vistos no Brasil, já que o dólar está barato e os produtos estrangeiros acabam sendo mais acessíveis. As importações devem contribuir – e muito – com o recorde nas vendas neste ano.

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- Quando há moedas com grande desvalorização enfrentando um real forte, então há um desequilíbrio. A questão do aço também preocupa. Mas temos que nos organizar em termos de produtividade e eficiência e encontrar alternativas. O ideal é ter produtividade e competitividade dos produtores nacionais, e não dos estrangeiros.