Economia

Venda de imóveis novos cai quase pela metade em SP

Da Redação ·

As vendas de imóveis residenciais novos caíram quase pela metade (48,4%) entre julho e agosto deste ano na cidade de São Paulo. Segundo um balanço do setor divulgado nesta terça-feira (19) pelo Secovi-SP (das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), foram fechados 1.638 negócios no período. Em julho, foram 3.177.

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Os imóveis com dois dormitórios continuaram liderando as vendas, respondendo por quase a metade do (49,1%) do total negociado. As residências de três dormitórios responderam por pouco mais de 1 em cada 4 unidades vendidas (26,6%). O resto ficou para opções de um dormitório ou mais de quatro quartos.

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Desde janeiro, as vendas somaram 21.820 unidades. Este número é 8,9% maior do que o comercializado no mesmo período em 2009.

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Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi, diz que a burocracia e a lentidão para aprovar projetos novos na cidade ajudaram a diminuir o ritmo de negócios. Em agosto, a pesquisa do Secovi mostrou que a capital agora detinha só 1 em cada 3 (34,1%) negócios de imóveis novos – o restante migrou para a Grande São Paulo.

- Vale lembrar que a capital representava fatia superior a 83% das vendas no início de 2004.

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Os lançamentos tiveram queda de 36,8% em agosto, atingindo 1.633 unidades. Em julho, este número bateu na casa das 2.582 unidades.

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Para o Secovi, apesar da queda, o ano de 2010 ainda é positivo para o setor. Nos oito meses até agosto foram lançadas 17.781 unidades residenciais. Este número representa um aumento de 25,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Em termos financeiros, as vendas de janeiro a agosto alcançaram R$ 8,3 bilhões, o que significa alta de 29,2% sobre os mesmos meses de 2009.

A velocidade de vendas, medida pela relação de imóveis comercializados sobre aqueles oferecidos, também diminuiu no oitavo mês do ano para 17,4%, ante 28,6% em julho. Isso significa que, se fossem ofertados cem imóveis no mês, ao menos 17 teriam sido vendidos. Em julho, de cada 100, seriam 28 vendidos.

No ano, a velocidade de vendas está em 21,9%, superior aos 14,3% vistos nos oito primeiros meses de 2009.

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