Economia

Calote do consumidor deve se estabilizar até 2011

Da Redação ·

O nível de calote dos consumidores deve se estabilizar até o começo do próximo ano, depois de a inadimplência bater recorde em setembro. A perspectiva é da empresa de análise de crédito Serasa Experian e leva em conta dados de agosto para traçar um panorama do consumo no país daqui pra frente.

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Desde o começo do ano, os calotes cresceram como resultado natural do aumento do consumo. A renda não acompanhou o endividamento, o que elevou a inadimplência e os atrasos no pagamento das dívidas.

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O cenário para os próximos seis meses é positivo para o consumidor em relação às dívidas dele, diz a Serasa. Pela pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (18), o indicador de perspectiva da inadimplência do consumidor ficou em 94,6 pontos em agosto. O número é idêntico ao registrado no mês anterior – e por isso aponta para a estabilização dos calotes daqui em diante.

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Um nível acima de cem indica queda na inadimplência num prazo de seis meses, enquanto a pontuação abaixo dos cem aponta para o aumento do calote. O indicador já esteve acima dessa faixa no começo do ano e veio caindo desde janeiro até ficar abaixo dos cem, como agora ele parou de cair, a tendência mostra que o consumidor está mais cauteloso e deve honrar mais suas dívidas até o começo de 2011.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o bom momento vivido pelo mercado de trabalho, com aumento do nível de emprego e crescimento dos rendimentos reais, tem conseguido neutralizar as pressões sobre a inadimplência.

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- Cabe ainda lembrar que o pagamento do 13º salário, que ocorre a partir da segunda metade deste trimestre, também é um elemento para minimizar a inadimplência dos consumidores, pelo menos no curto prazo.

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No mês de setembro, o indicador de inadimplência medido pela mesma empresa cresceu 1,6% - o maior avanço para desde 2000 (quando foi criado o indicador). Esse número mede os calotes reais, e não a perspectiva para os meses seguintes.

O cartão de crédito e a conta com as financeiras registraram a sétima alta consecutiva. As dívidas com os bancos apresentaram uma ligeira alta (0,2%). Títulos protestados e cheques sem fundos registraram queda, mas o valor médio dos “borrachudos” cresceu 29,1%. Os valores dos títulos protestados e cartões de crédito e financeiras também apresentaram crescimento de 6,9% e 4,9%, respectivamente. As dívidas com os bancos registraram queda de 1,6%.