Economia

Bancários se reúnem para definir futuro da greve

Da Redação ·
Os bancários marcaram assembleias nesta quarta-feira (13) para definir o futuro da greve, que já se arrasta por 15 dias.
fonte: Arquivo
Os bancários marcaram assembleias nesta quarta-feira (13) para definir o futuro da greve, que já se arrasta por 15 dias.

Os bancários marcaram assembleias nesta quarta-feira (13) para definir o futuro da greve, que já se arrasta por 15 dias. Na última segunda-feira (11), a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) fez uma proposta de reajuste de 7,5% para os funcionários, além da valorização dos pisos salariais e de maior participação nos lucros das empresas.

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A Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), sinalizou a aceitação das novas propostas em nota divulgada nesta terça-feira (12). Se os bancários aprovarem as condições oferecidas pela Fenaban, a greve acaba, e os bancos voltam a funcionar normalmente na quinta-feira (14).

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O aumento sugerido pela Fenaban atinge apenas quem ganha até R$ 5.250 – quase 85% dos bancários. Quem ganha mais do que isso vai receber um adicional fixo de R$ 393,75 ou a correção de 4,29%, índice que corresponde à inflação do período – cerca de 5% dos bancários se encaixam nessa faixa. Neste caso, vai prevalecer o maior valor.

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No início da paralisação, os bancários reivindicavam aumento de 11% para todos os funcionários, mas a Fenaban queria repassar apenas 4,29% de reajuste – valor que corresponde à inflação acumulada entre setembro do ano passado e agosto deste ano.

Em relação ao piso salarial, o escriturário passará a ganhar R$ 1.250 – alta de 11,54% em relação ao valor atual. O caixa, incluindo a gratificação e outras verbas, passará a receber R$ 1.709 - um aumento de 13,82%.

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O presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, diz que a paralisação dos bancários foi decisiva para a conquista do aumento dos salários e de melhores condições de trabalho.

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- Com a unidade nacional da categoria e a força da maior greve dos últimos 20 anos, que chegou a paralisar 8.280 agências de bancos públicos e privados, os bancários quebraram a intransigência dos banqueiros e arrancaram reajuste de 7,5%, o que garante aumento real de 3,08%, valorização dos pisos de até 16,33% e melhoria na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

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O Brasil tem cerca de 19,5 mil unidades bancárias, segundo o site do Banco Central. Portanto, a greve, no seu ápice, atingiu 42,3% das agências do país, segundo o dado divulgado pela Contraf-CUT. A Fenaban não mencionou, em nenhum momento da paralisação, a quantidade de agências afetadas pela greve.

A Contraf-CUT comemorou ainda os progressos em assuntos como o combate ao assédio moral e a segurança contra assaltos e sequestros.

- No caso de assalto, haverá atendimento médico ou psicológico para os bancários que forem vítimas, logo após o ocorrido. O banco registrará Boletim de Ocorrência Policial em caso de assalto, tentativa e sequestro. Haverá também possibilidade de realocação para outra agência ao bancário que for vítima de sequestro. Além disso, a Fenaban apresentará semestralmente a estatística nacional de assaltos e ataques a bancos.