Economia

Yuan deve se fortalecer devagar, afirma BC chinês

Da Redação ·
O país está optando por uma abordagem gradual, para alcançar o objetivo de crescimento equilibrado
fonte: Google - imagem ilustrativa
O país está optando por uma abordagem gradual, para alcançar o objetivo de crescimento equilibrado

O presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), Zhou Xiaochuan, afirmou ontem esperar que a moeda local, o yuan, possa se fortalecer ao longo do tempo se o desenvolvimento econômico do país estiver no ritmo e a inflação ficar relativamente baixa.

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Zhou acrescentou que, no entanto, a China e as nações desenvolvidas têm visões diferentes sobre a velocidade com que a mudança de valor da taxa de câmbio pode ser usada para corrigir problemas econômicos. Ele comentou que o país está optando por uma abordagem gradual, para alcançar o objetivo de crescimento equilibrado.

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"Algumas pessoas podem estar apressadas demais para dizer que precisamos de uma apreciação imediata e ampla" do yuan, disse Zhou, em nota durante o encontro anual do Instituto Internacional de Finanças, realizado paralelamente aos encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

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Ativos de risco

A autoridade comentou que as pesadas reservas internacionais da China significam que o país consegue investir em ativos "mais arriscados e de maior rendimento", respondendo a uma pergunta sobre o interesse da China ao comprar títulos da Grécia.

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"Basicamente, temos forte confiança na zona do euro e em todo país da zona do euro", garantiu o presidente do PBOC. Ele explicou que o grupo de gerenciamento das reservas chinesas do PBOC pode ter uma avaliação da dívida europeia diferente daquela das agências de rating e traders do setor privado.

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Além disso, Zhou completou que a China deve diversificar suas reservas internacionais para ativos de países menores e economias emergentes, uma posição que Pequim deixou clara anteriormente. Ele não especificou em que países a China pode investir mais, mas enfatizou a confiança na zona do euro.

A autoridade comentou, ainda, que os Estados Unidos precisam de um plano de médio prazo "muito confiável" para reduzir seu déficit. As informações são da Dow Jones.