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Governo dos EUA cria requisitos duros para poupar aço de sobretaxa

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MARIANA CARNEIRO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo americano colocou requisitos mais duros do que esperava o Brasil para poupar o aço e o alumínio importados da barreira levantada pelo presidente Donald Trump. 

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As regras para o recurso de empresas americanas contra as barreiras ao produto importado foram divulgadas nesta segunda-feira (19) pelo Departamento de Comércio dos EUA.

No último dia 8, o presidente Donald Trump anunciou que o aço e o alumínio importados pagarão sobretaxa de 25% para entrar nos EUA. Foram poupados apenas os produtos fabricados no Canadá e no México. 

O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA e vendeu, no ano passado, US$ 2,6 bilhões em produtos siderúrgicos aos EUA.

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RECURSO

Ao levantar a barreira, Trump comunicou que empresas americanas poderiam recorrer da barreira. 

Pelas regras divulgadas nesta segunda, somente as empresas que consomem aço e alumínio em suas atividades poderão recorrer, como empresas de construção civil e indústrias. 

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Havia a expectativa no Brasil de que outros setores indiretamente afetados, como os produtores de carvão dos EUA, pudessem pedir a retirada do Brasil da barreira de Trump.

O Brasil é o maior consumidor de carvão dos EUA e o produto é usado por siderúrgicas como combustível para a fabricação de aço. Empresários brasileiros esperavam usar a pressão dos carvoeiros a seu favor. Por este caminho, a possibilidade foi fechada.

Pelas regras, o empresário americano que solicitar a exclusão de importados da sobretaxa terá que especificar sua atividade nos EUA e, além disso, terá que justificar que a compra no exterior se deve à produção insuficiente ou de qualidade inferior à de similares americanos.

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O pedido deve ser feito produto a produto, e somente o Departamento de Comércio pode avalizar a liberação para importação de uma quantidade superior ao solicitado pelos consumidores. 

Cada consumidor deve entregar seu pedido de exclusão. Essa é a janela aberta para recurso das empresas à barreira de Trump.

Em outra frente, mais política, representantes do governo brasileiro tentarão convencer a administração americana de poupar o Brasil da barreira comercial.

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O encontro ainda não tem data marcada. Um dos argumentos que serão levados é que os EUA não produzem todo o aço de que precisam, e 80% do produto vendido pelo Brasil é aço semiacabado, que ainda será industrializado nos EUA.

Outros temas de interesse dos americanos, como a entrada do etanol de milho e do trigo no mercado brasileiro, além da parceria entre a Embraer e Boeing serão levados à mesa. 

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