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União entre Suzano e Fibria forma a quinta maior empresa do Brasil

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TAÍS HIRATA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A fusão entre as empresas de celulose Suzano e Fibria criará uma gigante brasileira com um valor total de R$ 83 bilhões -o que a torna a quinta maior companhia não financeira do Brasil, atrás apenas de Petrobras, Ambev, Vale e Telefônica, segundo dados da Bloomberg.

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"Será também a maior empresa de agronegócio do Brasil. [A empresa] tem uma competitividade difícil de ser replicada no futuro", afirmou o presidente da Suzano Papel e Celulose, Walter Schalka, nesta sexta (16), em São Paulo.

Juntas, as companhias tomam uma proporção enorme: são 11 unidades industriais; uma capacidade de produção de 11 milhões de toneladas de celulose; exportações anuais de R$ 18 bilhões e uma base de clientes em 90 países.

A projeção de investimentos para este ano das duas empresas é de R$ 6,4 bilhões.

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A operação, divulgada na noite de quinta (15), consolida o Brasil como líder global no mercado de celulose de fibra curta --cujos custos de produção são mais atrativos que o mercado de fibra longa, típico do hemisfério norte.

Para fechar o negócio, a Suzano teve que desbancar a indonésia Paper Excellence, que no ano passado comprou das mãos da J&F a fabricante de celulose Eldorado. Nos últimos dias, a estrangeira tinha feito uma oferta superior à da Suzano.

Na avaliação de um analista do setor de celulose que preferiu não se identificar, a formação de uma empresa brasileira mais robusta não deixa de ser uma defesa contra um possível avanço de estrangeiros na produção de celulose brasileira, que é a mais competitiva do mundo.

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Questionado sobre a proposta da Paper, o presidente do BNDES (que detém 29% da Fibria), Paulo Rabello de Castro, afirmou que a oferta da estrangeira havia sido apenas uma "manifestação de interesse" e que o fechamento do negócio não teria sido uma confrontação das propostas.

O acordo é que a Suzano Papel e Celulose comprará todos os papeis da Fibria --os acionistas da empresa receberão em dinheiro (R$ 52,5 por ação) e uma participação na nova companhia (a cada papel na Fibria, receberão o equivalente a 0,461 de uma ação da Suzano).

Para Rabello de Castro, a operação "não torna ninguém campeão nacional, mas torna a todos nós gigantes" --em referência à política do governo petista que ajudou empresas como a JBS.

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Segundo ele, a venda faz parte de da estratégia do banco para se capitalizar, e ao menos R$ 5 bilhões dos R$ 8,5 bilhões que irá embolsar serão reinvestidos em startups.

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