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Em quarto ano de perdas, Petrobras fecha 2017 com prejuízo de R$ 446 milhões

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com forte impacto do acordo para encerrar uma ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos, a Petrobras registrou em 2017 prejuízo de R$ 446 milhões. É o quarto ano de prejuízo consecutivo da companhia, porém em nível menor do que nos anos anteriores. As perdas em 2016 haviam sido de R$ 14,8 bilhões.

A notícia desagradou aos investidores. Às 10h45, os papéis mais negociados da estatal caíam 1,74%, para R$ 21,99. As ações que dão direito a voto recuavam 0,80%, para R$ 23,42.

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Em nota, a empresa aponta que teria alcançado um lucro líquido de R$ 7 bilhões sem as despesas extraordinárias ?especialmente o acordo de R$ 11 bilhões para encerramento da ação coletiva de investidores nos EUA e a adesão a programas de regularização de débitos federais, que somaram R$ 10,4 bilhões?, que tiveram impacto significativo no resultado.

Tais despesas afetaram fortemente o resultado do quarto trimestre, que fechou com um prejuízo líquido de R$ 5,4 bilhões, ante lucro de R$ 2,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 2017 foi de R$ 76,5 bilhões -no ano anterior, o valor foi de R$ 88,6 bilhões.

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Em 2017, a empresa reduziu a dívida líquida para US$ 84,8 bilhões, menor valor desde 2012.

A relação entre a dívida líquida e a geração de caixa medida pelo Ebitda saiu de 3,16 em setembro de 2017 para 3,67 em dezembro do ano passado refletindo negativamente na métrica financeira da companhia.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que, apesar do prejuízo contábil, as ações tomadas no ano passaado levaram a uma diminuição das incertezas no balanço da companhia.

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MERCADO

A Petrobras também anunciou que perdeu participação no mercado brasileiro de gasolina e diesel em 2017, ainda que tenha adotado uma nova política de preços para aumentar a competitividade no setor.

Na gasolina, a parcela da Petrobras caiu para 83% em 2017, contra 90% em 2016 e 96% em 2015. Já no diesel, a fatia foi de 74% em 2017, contra 83% em 2016 e 97% em 2015.

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Em fevereiro, a fatia da companhia no mercado de gasolina estava em 77%. No diesel, a participação era de 79%.

DIVIDENDOS

A empresa ainda informou que seu Conselho de Administração determinou a realização de estudos para alterações no Estatuto Social da companhia, visando estabelecer o pagamento trimestral de dividendos e juros sobre capital próprio de acionistas.

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O resultado do estudo, caso seja aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, será encaminhado para deliberação da Assembleia Geral dos Acionistas.

Se o plano for aprovado, é possível que haja distribuição de lucros relativos ao resultado do primeiro trimestre deste ano.

"Quando você olha a valorização das ações da empresa entre junho de 2016 e agora, vê uma empresa que saiu de R$ 108 bilhões de valor de mercado para uma que bate R$ 300 bilhões. Não é possível que os acionistas estejam insatisfeitos. Mas reconhecemos que a falta de dividendos no período é importante", disse Parente.

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Para a estatal, a iniciativa "reafirma o compromisso da Petrobras com a contínua melhoria de sua governança corporativa e com a criação de valor para os seus acionistas, sem perder o foco no objetivo de redução de endividamento e na sustentabilidade financeira da companhia".

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