Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

País pode crescer 3% sem alta da inflação, diz Meirelles

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

FERNANDO CANZIAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) disse nesta terça (14) que o crescimento potencial da economia brasileira deve se estabilizar ao redor de 3% ao ano depois que as reformas promovidas pelo governo Michel Temer produzirem efeito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Esse seria o crescimento possível sem pressões inflacionárias que obriguem o Banco Central a aumentar o juro básico (hoje em 6,75% ao ano) para esfriar a economia.

Em painel no Fórum Econômico Mundial para a América Latina, Meirelles disse que a previsão de crescimento de 3% neste ano com inflação na meta leva em conta a utilização da capacidade ociosa das empresas depois da recente recessão.

Mais à frente, quando essa capacidade estiver ocupada, o efeito das reformas é que deve garantir um crescimento ao redor de 3% sem estouro da inflação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Meirelles, a demografia (com a diminuição de jovens no mercado de trabalho) nos últimos anos teria diminuído o chamado crescimento potencial do Brasil a 2,3%. "Mas reformas como a trabalhista, no ensino médio e a agenda microeconômica aumentaram esse potencial."

COMÉRCIO

O ministro qualificou como "evidentemente negativa" a imposição de tarifas pelo governo de Donald Trump para o alumínio e aço brasileiros, mas disse acreditar que o movimento vai acelerar a busca de acordos do Brasil com outros parceiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não creio que retaliar seja a melhor coisa a fazer. Estamos esperando para ver o que os EUA propõem em termos de negociação." Para Meirelles, o pior seria o Brasil se fechar. "Nos protegemos por muito tempo e isso não foi necessariamente bom."

Em painel que também discutiu a economia mundial, o ministro disse que sua preocupação é que os bancos centrais das economias desenvolvidas sejam compassivos demais com pressões inflacionárias e mantenham os juros perto de zero por muito tempo. 

E que, depois, sejam obrigados a subir mais rapidamente as taxas para manter os preços sob controle. Ele ponderou que esse risco hoje parece pequeno.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Fundo Monetário Internacional projeta neste ano em 3,9% o crescimento global, com EUA crescendo 2,7% e a zona do euro, 2,2%.

Hans-Paul Bürkner, presidente do Boston Consulting Group, disse que, embora muitos considerem o crescimento norte-americano e europeu ainda baixo, esse pode ser um novo patamar. 

"O rápido avanço que o mundo teve até antes da crise global de 2008 foi impulsionado por práticas financeiras que geraram a crise. Não devemos comparar algo (o crescimento atual) com o que não podemos repetir", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra conclusão do painel é que o crescimento mundial relativamente baixo deve ajudar os principais bancos centrais do mundo a manter as taxas de juro também baixas. 

Isso é importante porque, para resgatar o setor privado da crise de 2008, vários governos se endividaram muito. E suas dívidas sobem quando têm de elevar as taxas de juro.

"A crise anterior foi de endividamento das empresas, mas agora temos muita divida pública. Isso não é um problema desde que as economias cresçam de forma saudável", disse Andrés Velasco, economista e ex-ministro das Finanças do Chile (2006 -2010).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline