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'Não tomo decisões por impulso', diz Henrique Meirelles sobre candidatura à presidência

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RAQUEL LANDIM

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (14) que não toma decisões por ?impulso? e que só se candidatará à Presidência da República se tiver ?segurança de que vai poder prestar um bom serviço para a população?. ?Não tomo decisões por impulso, movido por vaidade ou ego. Tomo com muita seriedade sobre o que posso fazer para servir o país?, disse Meirelles, em coletiva de imprensa na edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial, em São Paulo.

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Ele disse que encomendou pesquisas qualitativas para examinar as preferências da população sobre o próximo presidente. O objetivo é entender se o brasileiro deseja um mandatário que mantenha as finanças sobre controle e que se comprometa com as reformas necessárias para modernizar o país.

Meirelles vem tendo dificuldade para emplacar como o candidato governista nas eleições presidenciais de outubro. Suas pretensões esbarraram no desejo do presidente Michel Temer de concorrer à reeleição. Questionado se o presidente apoia sua candidatura, desconversou: ?temos trabalhado juntos, conversado bastante, vamos aguardar?.

O ministro reconheceu que Temer ?considera a possibilidade? de se candidatar e disse que o presidente tem mais tempo para tomar uma decisão, enquanto ele terá que anunciar se concorre ou não até o dia 7 de abril, prazo limite estabelecido em lei para que ministros, governadores, prefeitos, deputados e senadores deixem seus cargos.

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Meirelles negou que tenha conversado com Temer sobre seu eventual sucessor no ministério da Fazenda. Disse que os nomes só serão discutidos depois que ele definir se vai ser candidato, mas frisou que sua equipe de secretários é competente e pode dar continuidade à gestão. Os mais cotados para substituí-lo são os secretários Mansueto de Almeida e Eduardo Guardia.

O ministro também confirmou que o Brasil estuda abrir um processo na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra os Estados Unidos por causa das sobretaxas para importação de aço e alumínio. Ele frisou que os americanos têm manifestado disposição de negociar, mas ainda não deixaram claro os termos dessa negociação.

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