Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Lucro do BB cresce 54,2% em 2017 com queda de provisão contra calote 

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Banco do Brasil viu seu lucro líquido ajustado ?que desconsidera efeitos de receitas e despesas extraordinários? crescer 54,2% no ano passado, para R$ 11,1 bilhões, com redução da provisão contra calotes de clientes e aumento das receitas com prestação de serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O banco, o maior do país em ativos, informou nesta quinta (22) que seu lucro líquido cresceu 82,5% no quarto trimestre, para R$ 3,188 bilhões.

Paulo Caffarelli, presidente do BB, atribuiu o bom desempenho do banco público no ano à contenção de despesas e melhora do cenário de inadimplência no país, que possibilitou que o Banco do Brasil cortasse as provisões mantidas contra devedores duvidosos.

Em 2017, as reservas contra inadimplência de clientes caíram 19,9% na comparação com o ano anterior, para R$ 25,3 bilhões. Em um ano, a redução foi de quase R$ 6,3 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Trabalhamos muito a questão de como vai se formar o mix da carteira de crédito. Não crescemos em pessoa jurídica no ano passado, tínhamos safras ruins [de risco] e fizemos um clean up [limpeza] das operações com large corporate [grandes empresas]", afirmou Caffarelli. "É um trabalho focado que vamos fazer neste ano".

A decisão de reduzir a provisão ocorreu mesmo com uma leve alta da inadimplência no banco na comparação anual. O BB encerrou 2017 com índice de atrasos acima de 90 dias em 3,74% ?um ano antes, estava em 3,29%. Mas a trajetória é de queda, considerando o pico de 4,11% no segundo trimestre do ano.

O resultado do banco foi ajudado pelo crescimento de 9% das receitas com prestação de serviço, para R$ 25,9 bilhões. A receita com conta corrente cresceu 11,7% na base anual, enquanto a com administração de fundos avançou 26,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco também enxugou despesas no ano passado. No ano passado, as despesas administrativas do banco caíram 3,1%, para R$ 31,8 bilhões. As despesas com pessoal recuaram 6,2%, para R$ 18,98 bilhões, com diminuição no quadro de funcionários (-1.461).

CRÉDITO

Assim como foi visto em outros bancos, o BB registrou queda na carteira de crédito. A redução foi de 3,8% em relação a 2016, para R$ 681,3 bilhões. No segmento pessoa física, a carteira ficou estável em R$ 187,4 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco priorizou linhas consideradas mais seguras, como consignado, que cresceu 6,4% no ano, para R$ 67,5 bilhões. Também focou no crédito imobiliário, que avançou 6,4% em 2017, para R$ 44,6 bilhões.

"Somos o segundo maior aplicador de financiamento imobiliário no país, continuamos empenhados nisso. Não tem produto mais fidelizador do que financiamento imobiliário", afirma Caffarelli.

No crédito para empresas, o banco viu sua carteira de crédito diminuir 8,9%, para R$ 227 bilhões. Para médias e grandes empresas, a queda foi de 2,2%, para R$ 139,2 bilhões. No segmento de micro e pequenas empresas, o recuo foi de 31,5%, para R$ 47 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é que o crédito para essas pequenas empresas volte a crescer no segundo trimestre do ano, afirma Marcelo Labuto, vice-presidente de negócios de varejo do BB. "Esperamos que atinja o patamar mínimo em março e comece a crescer, conforme mudança de mix implementada desde o começo do ano passado", diz.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV