Economia

Tecnologia e clima favorável  elevam produtividade da soja

Da Redação ·
Clima propício e investimento em agricultura de precisão vem elevando produtividade da soja na região norte do Paraná - Foto: Ivan Maldonado
Clima propício e investimento em agricultura de precisão vem elevando produtividade da soja na região norte do Paraná - Foto: Ivan Maldonado

Novas tecnologias e clima favorável permitiram um salto na produtividade da soja na safra colhida neste ano na regional da Seab de Ivaiporã (norte do Paraná, que tem como área de abrangência 22 municípios do Vale do Ivaí e da região central do estado. Segundo dados preliminares do Deral que contabiliza o fechamento da safra 2016/17, a estimativa é que os produtores da regional tenham colhido 1,05 milhão de toneladas. São 347 mil toneladas a mais que a safra anterior. No ano passado, por conta do excesso de chuva, principalmente no período da colheita, os produtores da regional fecharam a safra com 706 mil toneladas.

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Com o resultado satisfatório, a média regional de 3,1 mil quilos por hectare, ou seja, 130 sacas de 60 quilos por alqueire, subiu nessa safra para 3,6 mil quilos, uma produtividade média de 145 sacas por alqueire, 11,5% maior. No ano passado a média foi de 98 sacas. Para o engenheiro agrônomo do Deral, Sergio Carlos Empinotti os resultados positivos não surpreenderam. 

“O clima foi muito favorável, e o pessoal aqui da região está bastante escolado. Conhecem as variedades mais produtivas, a assistência técnica tem sido muito boa e toda tecnologia que está sendo aplicada em nossas lavouras tem influenciado positivamente no aumento da produção”, enfatiza Empinotti. Fernando Soster, agrônomo da unidade da Coamo de Ivaiporã diz que é possível melhorar mais

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“Há três anos estamos caminhando para a agricultura de precisão aqui na região, com vários produtores utilizando desse sistema”, relata Soster. A agricultura de precisão se baseia no georreferenciamento das propriedades e na análise de solos para aplicar as melhores técnicas de correção de fertilidade, com o uso adequado de insumos. Além da correção da fertilidade é possível também mapear outras informações como a colheita, a compactação ou usar sensores que identificam parâmetros na lavoura.

"Com o mapeamento, o produtor conhece as variações que existem dentro das áreas que trabalha. Os resultados aparecem com os ajustes graduais do manejo e a gestão deixa de ser apenas baseada na experiência e passa a ser feita com números e dados ", explica Soster.

METAS
O comerciante e agricultor Luiz Carvalho de Ivaiporã é um dos produtores de soja que tem investido em novas tecnologias e a cada ano vê a produtividade de suas lavouras aumentar. Em área plantada de 103 alqueires, Carvalho conseguiu na safra 2016/17 colher, em média, 185 sacas por alqueire, 40 sacas acima da média regional. Há 8 anos, a produção do sojicultor girava em torno de 140 sacas por alqueire. 

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Para ele, o primordial para o salto de produção foi estar aberto para as novas tecnologias. “O importante é acompanhar as novidades tecnológicas, seguir as recomendações técnicas e utilizar insumos de qualidade. É um trabalho que vai desde o planejamento, passando por um bom plantio e tratos culturais necessários, até a colheita”, enfatiza Carvalho. A meta do produtor para os próximos anos e superar a média de 200 sacas por alqueire. 

“A minha previsão é que em 3 anos no máximo, desde que o clima seja favorável ultrapassar essa meta de 200 sacas. Até porque a caixa produtiva de soja é muito mais de 200 sacas por alqueire, em torno de 250 sacas. Tem gente por aí já produzindo próximo a isso”, completa Carvalho