Economia

Setor privado cortou 10 mil vagas de trabalho em agosto

Da Redação ·

O setor privado dos Estados Unidos cortou 10 mil empregos em agosto, em comparação a julho, segundo relatório da consultoria americana especializada no mercado de trabalho ADP Macroeconomic Advisers, divulgado nesta quarta-feira (1º).

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O corte contrariou a expectativa dos economistas, que previam 17 mil novas contratações em agosto.

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O número da ADP é considerado um indicador da direção do relatório do mercado de trabalho do governo dos EUA, que engloba também os dados do setor público. O relatório do governo será divulgado na próxima sexta-feira (3). As informações são da Dow Jones.

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Pesquisa da agência Reuters em parceria com o instituto americano Ipsos divulgada no último dia 24 mostrou que sete em cada dez norte-americanos estão muito preocupados sobre o desemprego. No último dia 3 o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse à rede de TV ABC que o desemprego no país poderá aumentar ainda mais nos próximos meses, antes de recuar em nível nacional.

Em julho a economia americana perdeu 131 mil postos de trabalho, devido ao fim dos contratos de funcionários que trabalharam no censo do país. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 9,5% - dado positivo, se comparado à expectativa dos economistas de um aumento para 9,6%.

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O setor privado, considerado uma medida melhor da saúde do mercado de trabalho, gerou 71 mil empregos após criar 31 mil em junho. Analistas ouvidos pela Reuters esperavam fechamento de 65 mil vagas em geral e a contratação de 90 mil trabalhadores pelo setor privado.

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A economia dos EUA é a referência pela qual se avalia a situação da economia global. O PIB do país ficou em R$ 25 trilhões (US$ 14,2 trilhões) em 2009, segundo estimativa que consta do CIA World Factbook. O mercado financeiro dos EUA ainda é o maior do mundo, o país ainda lidera em importações e exportações - ainda que esteja sendo seguido de perto pela China - cujo PIB em 2009 (também na estimativa do CIA World Factbook) ficou em cerca de R$ 15,5 trilhões (US$ 8,8 trilhões).

O governo americano precisa estimular o mercado interno, uma vez que os principais consumidores dos produtos “made in USA” - Europa e Japão - estão em meio a crises e gastando menos. Com o fantasma do desemprego rondando, no entanto, os americanos preferem frequentar o caixa do banco para engordar suas poupanças, ao invés do caixa da loja para comprar iPads.