Economia

Juros sobem para o maior nível em um ano

Da Redação ·

Pegar dinheiro emprestado no banco ficou ainda mais caro em julho deste ano. A taxa média das operações de crédito subiu de 34,6%, em junho, para 35,4% ao ano no mês passado. A taxa é a maior desde agosto de 2009, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (24) pelo BC (Banco Central).

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Para as pessoas físicas, ou seja, as famílias que têm conta no banco, o juro teve discreta elevação, saindo de 40,4% ao ano em junho para 40,5% em julho. Essa taxa é a média cobrada nos empréstimos e financiamentos tomados pelas famílias.

Os pedidos de crédito para a compra de veículos continuaram em alta, com uma evolução de 3,6% no mês e de 36,7% em doze meses. No ano, os financiamentos automotivos já acumulam um saldo de R$ 115,3 bilhões.

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O crédito pessoal, que é o empréstimo voltado diretamente ao consumidor, teve expansão de 1,9% no mês e de 24,3% em doze meses, com destaque para o consignado (o crédito com desconto em folha de pagamento). Seis em cada dez empréstimos são feitos nesta modalidade, que registrou crescimento de 2% no mês e de 31,8% no ano.

As operações com cartão de crédito, que compreendem a utilização de crédito rotativo, parcelamentos com juros e saques em dinheiro, elevaram-se 1,3% no mês e 15% em doze meses, somando R$ 28,9 bilhões.  

Por outro lado, o cheque especial teve diminuição de 3,2% no mês e alta de 1,1% na comparação com julho do ano passado. No total, o tradicional “limite do banco” possui saldo de R$ 17,4 bilhões.

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Empresas

No caso das empresas, a taxa saltou de 27,3% ao ano em junho para 28,7% ao ano no mês passado. Esse movimento de alta na taxa de juros para pessoas jurídicas está diretamente relacionado ao aumento do spread bancário (diferença entre a taxa de captação e o que é efetivamente cobrado dos clientes) nessas operações.

O spread para empresas passou de 16,9 pontos porcentuais em junho para 18,1 pontos porcentuais em julho. No caso dos consumidores, o spread passou de 28,6 pontos porcentuais na taxa anual em junho para 28,9 pontos porcentuais em julho.

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O spread médio do crédito livre subiu 0,8 ponto porcentual em julho em relação a junho, atingindo 24,3 pontos porcentuais ao ano. Os empréstimos destinados para capital de giro totalizaram R$ 238,3 bilhões, ao apresentar elevações de 1,1% no mês e de 27,4% em doze meses.

O saldo da modalidade conta garantida (empréstimo direto na conta corrente das empresas) teve queda mensal de 0,4% e expansão anual de 12,2%.

Inadimplência

O calote nas contas acima de 90 dias ficou estável, situando-se em 5%, mantendo, entretanto, a trajetória decrescente em relação ao ano anterior, com queda de 0,8 ponto percentual no período de doze meses. Os percentuais de atrasos nos empréstimos destinados às famílias e às empresas mantiveram-se em 6,5% e 3,6%, respectivamente.