Economia

Google e Facebook dizem que vetarão anúncios em sites de notícias falsas

Da Redação ·
Foto: Pixabay - imagem ilustrativa
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Facebook e o Google anunciaram nesta segunda (14) que irão bloquear seus serviços de venda de anúncios para sites que divulguem notícias falsas.

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O buscador afirmou que está trabalhando em uma mudança em suas políticas para evitar que tais endereços usem o Adsense, sua ferramenta de publicidade.

Já a empresa de Mark Zuckerberg atualizou seus termos de uso explicitando que notícias falsas estão inclusas no conceito de conteúdo "ilegal ou enganoso", para o qual anúncios já eram vetados.

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"Atualizamos a política para deixar claro que isso [o banimento] se aplica a notícias falsas. [...] Nosso time continuará analisando de perto todas páginas novas e existentes para garantir que sigam as regras", disse o Facebook em nota oficial.

As medidas anunciadas não censuram nem afetam o destaque dado a essas notícias em redes sociais ou nas buscas. As empresas também não esclareceram como irão, na prática, aplicar essas restrições.

ELEIÇÃO POLÊMICA

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As declarações vêm depois de acusações de que a complacência de companhias de tecnologia, especialmente o Facebook, com boatos e notícias falsas teriam beneficiado o presidente eleito Donald Trump na corrida eleitoral americana.

Desde abril há relatos de grupos na Macedônia que criaram um grande volume de falsas notícias pró-Trump para lucrar com os anúncios decorrentes do acessos a esses textos.

Em entrevista ao "BuzzFeed", vários deles negaram que o trabalho seja motivado por ideologias. "Não se importam com Trump", mas o Facebook "paga quatro vezes mais por americanos", pelos anúncios que veicula, segundo o site.

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De acordo com pesquisas nos EUA, essas histórias falsas foram bem mais compartilhadas no Facebook do que artigos contestando-as. Isso em um momento em que, para muitos americanos, a rede social está se transformando na fonte primária de consumo de notícias.

Na semana passada, o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg disse que responsabilizar sua empresa pelo resultado das suas eleições era "loucura.