Economia

Safra de café deve ficar até 27% menor na região norte do Paraná

Da Redação ·
Fazenda Ubatuba, em Apucarana, de propriedade do apresentador Ratinho: colheita começa na próxima semana - Foto: Delair Garcia
Fazenda Ubatuba, em Apucarana, de propriedade do apresentador Ratinho: colheita começa na próxima semana - Foto: Delair Garcia

Cafeicultores da região de Apucarana (norte do Paraná) se preparam para realizar a colheita, que está prestes a ser iniciada. Os produtores estão otimistas, mas a expectativa da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) é de queda de até 27% na produção da região.

O café é uma cultura sazonal, com um ano de produção mais alta e o próximo com produção menor, retomando uma boa colheita no ano seguinte. De acordo com Plínio Alves Nunes, administrador da Fazenda Ubatuba (de propriedade do apresentador Ratinho, do SBT), uma das maiores áreas cafeeiras do Estado, em Apucarana, este deverá ser um ano com produção mais baixa. “A expectativa é de uma pequena redução na produção, mas nada muito significativo”, conta.

A propriedade, que possui 480 mil pés de café, distribuídos em 96 alqueires, já está com parte da plantação madura. “Estamos esperando chuvas para o dia 20, aproximadamente. Com o fim das chuvas, poderemos entrar na plantação e fazer a colheita”, ressalta.

A área plantada nos municípios do Núcleo Regional de Apucarana deve permanecer a mesma: aproximadamente 3,2 mil hectares. No entanto, a produção deve cair 13%, saindo de 5,3 mil toneladas em 2015 para 4,6 toneladas. Em Ivaiporã, o recuo deve ser ainda maior. A área, que se mantém a mesma, deve ser de 3,6 mil hectares. Já a produção deve cair 27%, de 5,4 mil toneladas para 4 mil.

QUEDA NATURAL
Além da sazonalidade do café, o chefe do Departamento de Economia Rural da Seab em Apucarana, Paulo Franzini, explica que a safra de 2015 foi muito boa, fazendo com que a safra seguinte tenha uma queda natural.

“O maior problema para o produtor é que a margem de lucro vai ser bem apertada.Ano passado já estava ruim e o preço da saca de café se manteve. Houve ainda um aumento nos custos de produção, como energia elétrica, combustível... Só o fertilizante subiu de 25 a 30% em um ano”, ressalta. Segundo ele, o período mais forte de colheita é entre junho e julho.

“O cultivo foi bom, o tempo ajudou. O El Niño foi favorável para o produtor de café. A expectativa é de bons grãos sendo colhidos, com boa qualidade. A maior preocupação agora é que não haja chuvas em excesso na época da colheita, o que pode prejudicar a qualidade do grão, e que não aconteçam geadas”, explica.

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