Economia

Operações de crédito do BRDE crescem 57% no primeiro semestre 

Da Redação ·
A cadeia paranaense da avicultura abate cerca de 1,6 bilhão de aves por ano. Divulgação/Sindiavipar
A cadeia paranaense da avicultura abate cerca de 1,6 bilhão de aves por ano. Divulgação/Sindiavipar

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o primeiro semestre de 2015 com R$ 1,85 bilhão em contratações, valor 56,7% maior em relação ao mesmo período de 2014. O montante corresponde a 4.629 operações de crédito de janeiro a junho, um aumento de 32,11% na comparação aos primeiros seis meses do ano passado. 

O número de operações aprovadas cresceu 30%, para 4.843, e somou R$ 1,62 bilhão, o que representa um avanço de 51,14% no volume de recursos em comparação com igual período de 2014. Foram liberados no primeiro semestre R$ 1,52 bilhão, recursos que vão viabilizar R$ 2,7 bilhões em investimentos na Região Sul, com a geração ou manutenção de mais de 24 mil postos de trabalho. Com esses investimentos, a estimativa é gerar uma receita adicional de ICMS para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul da ordem de R$ 407 milhões por ano. 

PARANÁ – A Agência do Paraná do BRDE fechou o primeiro semestre de 2015 com R$ 958 milhões em financiamentos, praticamente a totalidade da previsão de contratações para o ano, de R$ 1 bilhão. O valor de financiamento ao agronegócio foi recorde, com a liberação de R$ 852 milhões. Do total, são R$ 575 milhões para cooperativas e R$ 196 milhões a produtores associados. O restante, R$ 81mil, são recursos financiados diretamente ao produtor. Para o diretor de Operações do banco, Wilson Quinteiro, o resultado mostra a estratégia acertada do BRDE, apesar do cenário econômico desfavorável.

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“Conseguimos elevar substancialmente o volume de financiamentos, contribuindo para as políticas de desenvolvimento dos estados do Sul”. “O número de operações também cresceu, o que mostra que o BRDE está atendendo às necessidades dos empreendedores e investidores”, afirma o diretor Quinteiro. 

LUCRO – No primeiro semestre deste ano, o BRDE apresentou um lucro líquido de R$ 98,7 milhões. O diretor administrativo do banco, Orlando Pessuti, explica que o número foi afetado pelo aumento das provisões para créditos de liquidação duvidosa. “Foi claramente um reflexo da piora na economia. O BRDE é sempre muito responsável e conservador no provisionamento de recursos para eventuais casos de inadimplência.

O momento econômico levou a uma necessidade de elevar os recursos provisionados”, destaca o diretor. Pessuti afirma que os resultados operacionais mostram que o BRDE está atendendo os empreendedores com sucesso. “A estratégia do banco está correta, temos sido pró-ativos num momento em que nossos concorrentes estão reduzindo a oferta de crédito”, afirma Pessuti. 

SEGMENTOS - No saldo de financiamento por setor econômico, a agropecuária respondeu por R$ 4,2 bilhões, de um total de R$ 11,9 bilhões, ou seja, 35%. A indústria veio logo em seguida, com 29% da carteira de crédito. Logo após, comércio e serviços, com 19%, e infraestrutura, com quase 16%. O Patrimônio Líquido do banco chegou a R$ 2,16 bilhões e os ativos totais a R$ 14,2 bilhões. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi, respectivamente, de 16,7% e 15,4%. 



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Coamo Agroindustrial Cooperativa, em Campo Mourão (PR)
Foto: Divulgação Coamo



ATUAÇÃO
– Com mais de 34 mil clientes ativos, o BRDE financiou foram projetos e empreendimentos em 1.062 cidades da Região Sul, o que representa uma atuação em quase 90% dos municípios. Outro ponto de destaque do primeiro semestre foi à criação do programa BRDE Energia, cujo objetivo é fomentar as fontes de energia renováveis e programas de eficiência energética. 

EXPECTATIVA – Para fechar 2015, o BRDE prevê atingir R$ 3 bilhões em novas operações de crédito, havendo uma mudança de comportamento: a indústria será responsável pela maior parte, com 38,7%, seguido da agropecuária, com 30,5% do total.