Economia

'Não há perspectiva', diz Levy sobre possível retorno da CPMF

Da Redação ·
Joaquim Levy, participa de evento em São Paulo nesta sexta-feira (12), em SP (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
Joaquim Levy, participa de evento em São Paulo nesta sexta-feira (12), em SP (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta sexta-feira (12), que "não há perspectiva" de retorno da CPMF. "Pelo menos que eu esteja vendo", afirmou ele.

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"Eu não estou cogitando", afirmou ele, na saída de encontro com empresários, em São Paulo, ao ser questionado pelo G1 sobre o assunto.

A "volta" da Contribuição sobre Movimentações Financeiras (CPMF) foi sugerida pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante o 5º Congresso do PT em Salvador. Segundo o jornal "O Globo", Chioro tem negociado com governadores a criação de um novo imposto para aumentar os recursos para o setor. Conhecida como "imposto do cheque", a CPMF foi criada para subsidiar a saúde e extinta em 2007.

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Vitórias com ajuste fiscalEm palestra a empresários, Joaquim Levyavaliou que o governo já “colheu vitórias” com as medidas implementadas no âmbito do ajuste fiscal. Segundo ele, o país já vive uma situação mais "próxima da realidade”.

Entre as vitórias, ele citou o maior afastamento do risco de rebaixamento da nota da dívida pública do Brasil e a aprovação noCongresso de medidas como a que muda as regras e reduz benefícios sociais como o seguro-desemprego.


“No começo deste ano as coisas eram diferentes do que são hoje”, disse Levy. “Conseguimos afastar o risco de dowgrade [de rebaixamento da nota do país pelas agências de classificação de risco). Não é um risco eliminado, mas a gente conseguiu virar”, destacou. O ministro citou também como vitória a recente captação no exterior da Petrobras, que conseguiu voltar ao mercado de capitais com a emissão de títulos de 100 anos. “A demanda foi 3 vezes maior que a oferta”, destacou. Medidas 'não lá muito sexies' farão diferença, diz LevySegundo o ministro, o Brasil precisa buscar melhorar a eficiência da economia para garantir a retomada do crescimento econômico.

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Ele destacou, no entanto, que as soluções não são fáceis.“Tomar medidas que não são lá muito sexies, que são complicadas, envolve você ir no Congresso, envolve lidar com inúmeros interesses e setores. Mas são importantes para aumentar a eficiência da economia. Esse é o tipo de estratégia que nós temos que ter. Não adianta sonhar que vamos voltar a um lindo passado”, afirmou Levy, durante encontro com empresários em São Paulo.


Além do maior controle dos gastos públicos, o ministro defendeu a modernização e simplificação da estrutura tributária, além de uma nova estrutura de crédito, com menos subsídios.“A gente não vai ser competitivo só com câmbio mais desvalorizado e com salários mais baixos. Isso não funciona”, disse.Levy destacou, porém, que a prioridade no momento, para garantir o reequilíbrio da economia e a retomada da confiança é o ajuste fiscal e o controle das contas públicas.“Acho que a gente tem que acertar o fiscal [política de equilíbrio das contas públicas]. Não ter mais conversa de risco fiscal. Este é o maior risco que afeta uma porção de coisa, que afeta o medo de investir”, afirmou.