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Investimentos da Petrobras caem 13% no primeiro trimestre

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LUCAS VETTORAZZO E SAMANTHA LIMA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os investimentos da Petrobras encerraram o primeiro trimestre deste ano em R$ 17,8 bilhões, recuo de 13% em relação ao verificado em igual período de 2014, de R$ 20,5 bilhões.
O principal motivo foram as postergações de projetos na área de refino de petróleo. Com a queda do preço do barril e a crise que se instalou na empresa por conta da Operação Lava Jato, em que as principais empreiteiras do país foram postas sob investigação, a Petrobras decidiu colocar em compasso de espera seus dois principais investimentos: as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Comperj, no Rio.
O investimento na divisão de negócios de Abastecimento, que contempla refino e distribuição de combustíveis, recuou 64% no intervalo entre os primeiros trimestres de 2014 e 2015. Foram investidos R$ 1,8 bilhão nos três primeiros meses deste ano, contra R$ 4,9 bilhões em igual período do ano passado.
O setor de exploração e produção, o principal da companhia, teve aumento de 6% no volume investido e atingiu R$ 13,9 bilhões no primeiro trimestre. Em igual período do ano passado, o investimento havia sido de R$ 13,2 bilhões.
CAIXA
A geração de caixa da empresa teve impacto positivo da queda do preço do barril de petróleo, que ao mesmo tempo que reduz o preço de seu principal produto, ajuda na redução de custos operacionais da empresa.
O Ebitda, indicador de geração de caixa, encerrou o primeiro trimestre deste ano em R$ 21,5 bilhões, alta de 50% em relação aos R$ 14,3 bilhões de igual período do ano passado.
A comparação com o quarto trimestre do ano passado, três meses, portanto, imediatamente anteriores, o caixa avançou 7%.
Um dos motivos que levou a uma geração de caixa maior foi a redução dos custos da companhia. A queda da cotação do barril de petróleo no mercado internacional tem impacto positivo nos custos da empresa.
No primeiro trimestre do ano passado, o custo de produção era de US$ 108 por barril produzido. No primeiro trimestre deste ano, esse custo foi de US$ 108 por barril produzido.
DESPESAS FINANCEIRAS
Se por um lado o câmbio ajuda com os custos, ele encarece o custo da dívida da companhia, já que a maior parte de seus financiamentos são em moeda estrangeira.
A empresa apurou despesas financeiras líquidas de R$ 5,6 bilhões no primeiro trimestre, a maior parte desse valor por conta do câmbio.

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