Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Vendas do comércio varejista têm pior trimestre desde 2003

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com o desaquecimento do mercado de trabalho e o crédito mais restrito, as vendas do comércio varejista restrito -que não inclui o setor automotivo- do país recuaram 0,8% nos três primeiros meses de 2015 comparados com o mesmo período de 2014.
Foi o pior resultado para um trimestre desde o terceiro trimestre de 2003 (-4,4%), quando o país ainda sentia os efeitos da incerteza do primeiro governo Lula.
Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14).
Na passagem de fevereiro para março, as vendas do comércio caíram 0,9%, na série livre de efeitos sazonais (típicos de cada período, como o número de dias úteis, por exemplo).
O resultado ficou pior do que o esperado. A expectativa era de que as vendas recuassem 0,35% na comparação mensal, segundo 26 projeções ouvidas em pesquisa da agência de notícias Reuters.
Na comparação de março com o mesmo mês do ano passado, no entanto, as vendas avançaram 0,4%. Neste caso, os dados foram influenciados pelo número de dias úteis, já que o carnaval de 2014 ocorreu no mês de março, prejudicando as vendas do setor naquele ano.
Quando considerados os últimos 12 meses, a variação foi positiva em 1%.
O varejo tinha apresentado alta de 0,3% na passagem de dezembro para janeiro deste ano. Já de janeiro para fevereiro o setor registrou leve queda de 0,1%.
SETORES
Em março, na comparação com fevereiro, houve queda em sete dos dez setores pesquisados.
A atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, uma das mais importantes, recuou 2,2% na passagem de fevereiro para março. No ano, a queda é de 1,3%.
Entre os fatores que derrubam o varejo está o desânimo para consumir. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela FGV, recuou 2,9% de fevereiro para março, para o menor patamar da série iniciada em setembro de 2005.
Por trás da falta de confiança estão questões que vão desde a piora do mercado de trabalho e da renda, passando pela restrição do crédito, e mesmo a turbulência política e o risco de desabastecimento de água e energia.
Também tiveram baixas na comparação mensal os grupos de móveis e eletrodomésticos (-3%), tecidos, vestidos e calçados (-1,4%) e equipamentos e materiais para escritório (-0,2%).
No outro extremo, avançaram na comparação a fevereiro as atividades de combustíveis e lubrificantes (2,8%), artigos de uso pessoal (1,2%) e farmacêuticos, médicos e cosméticos (1,2%).
VAREJO AMPLIADO
O varejo ampliado -que inclui veículos e motos- teve queda de 1,6% em março, na comparação com fevereiro.
O resultado do trimestre foi de queda de 5,3%, o pior desde o início da série histórica do IBGE desde 2001, considerando qualquer trimestre.
O setor de veículos e motos teve queda de 4,6%, a mais acentuada de todas. No ano, a atividade teve queda de 14,8%.
O tombo está ligado ao aumento do IPI, restrições do crédito. O setor tem indicado desaceleração desde março do ano passado.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV