Indústria de SP cai em março, após dois meses de recuperação
BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após dois meses de recuperação, a indústria de São Paulo teve queda de 0,8% em março, em comparação ao mês anterior, na série livre de efeitos sazonais, informou o IBGE nesta terça-feira (12).
A produção paulista havia crescido 7,3% de dezembro para janeiro -puxando a média nacional- e mais 0,3% de janeiro para fevereiro. A recuperação nesses meses foi atribuída à recomposição de estoques.
O desempenho de São Paulo ficou um pouco melhor em março do que a média nacional. Na quarta-feira (6), o IBGE divulgou que a produção industrial no país como um todo caiu 0,8% em março, frente ao mês anterior.
Quando comparada ao mesmo mês do ano passado, a produção paulista teve queda de 2,7% -a 13ª baixa consecutiva nessa comparação. Em 12 meses, as perdas chegam a 6,8%- bem maior do que a média nacional (-4,7%).
O quadro negativo da indústria de São Paulo foi disseminado: 13 dos 18 setores pesquisados pelo IBGE tiveram taxas negativas em março, na comparação ao mesmo mês do ano passado.
Os setores que mais pesaram para a queda da produção paulista foram veículos automotores (-5,6%), atividade muito afetada pela produção de caminhões e motores. Na metalurgia, a queda foi de 10,9%.
A desaceleração da demanda interna, o crédito mais restrito e a baixa confiança de empresários e de consumidores são alguns dos fatores que têm afetado a produção da indústria brasileira desde 2014.
De acordo com o IBGE, a queda da produção da indústria no país foi disseminada entre os locais pesquisados. Frente a março do ano passado, houve redução em 11 dos 15 locais pesquisados.
Os destaques negativos de fevereiro para março ficaram para Ceará (-3,1%). Minas Gerais (-2,5%) e Paraná (-2,3%).
Os melhores resultados regionais ficaram com a Bahia (22,1%) —uma variação atípica do estado no mês. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (4,8%) e Pará (3,2%).
