Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Dólar fecha em queda pelo 4º dia de olho em juros nos EUA

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou esta sexta-feira (8) em queda pelo quarto dia, com investidores minimizando a recuperação da criação de empregos nos Estados Unidos em abril e concentrando-se no aumento menor que o esperado da renda média por hora, que pode ser um sinal de que a inflação ainda não está ganhando ímpeto na maior economia do mundo.
No mercado à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, o dólar teve queda de 1,84% no dia e de 0,67% na semana, para R$ 2,991 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, recuou 1,38% no dia e 0,96% na semana, para R$ 2,984.
Embora a criação de vagas de trabalho tenha ficado praticamente em linha com as expectativas em abril, levando a taxa de desemprego à mínima em quase sete anos, a renda média por hora subiu apenas 0,1%. Além disso, o dado de março foi revisado para o menor nível desde junho de 2012.
Na quarta-feira, outro indicador americano havia mostrado que o setor privado dos EUA abriu 169 mil vagas de trabalho no mês passado, menor número desde janeiro de 2014 e muito abaixo das expectativas de analistas.
Ambos os resultados podem abrir espaço para o Federal Reserve (banco central dos EUA) manter os juros em seu atual patamar por mais tempo, enquanto espera para ver sinais mais consistentes de que a inflação está acelerando em direção a sua meta. A taxa básica de juros naquele país está, desde 2008, entre 0% e 0,25% ao ano -menor nível histórico.
Uma alta dos juros americanos deixaria os títulos do Tesouro dos EUA -que são remunerados por essa taxa e considerados de baixíssimo risco- mais atraentes do que aplicações em mercados emergentes, provocando uma saída de recursos dessas economias.
A menor oferta de dólares tenderia a pressionar a cotação da moeda americana para cima, por isso a possibilidade de que o aumento demore mais para ocorrer tem efeito contrário no mercado, estimulando a queda na cotação do dólar sobre o real.
AJUSTE
"Havia uma expectativa de que os dados de emprego fossem fortes o suficiente para sugerir um aumento antecipado dos juros, e isso foi precificado no mercado americano nesta semana. Como os resultados não foram muito animadores, o mercado vai ajustar suas apostas nesta sessão", disse José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.
A avaliação de Gonçalves é que questões internas, como a definição do ajuste fiscal, devem continuar exercendo mais influência sobre a cotação do dólar ante o real. "O IPCA [indicador oficial da inflação no Brasil] divulgado hoje, por exemplo, veio sem surpresa. E o fato de não ter surpresa já virou boa notícia por aqui, ajudando a conter o dólar."
A atuação do Banco Central no câmbio também seguiu no radar dos investidores. Nesta sexta, a autoridade monetária brasileira rolou para 2016 os vencimentos de 8,1 mil contratos que estavam previstos para o início de junho, em um leilão que movimentou US$ 391,6 milhões. A operação é equivalente à venda futura de dólares.
Se mantiver esse ritmo até o final de maio, o BC rolará apenas 80% do lote total de contratos de swap com vencimento no início do próximo mês, que corresponde a US$ 9,656 bilhões.
MERCADO DE AÇÕES
O relatório de emprego americano impulsionou as Bolsas dos EUA nesta sexta-feira, e os principais índices de ações daquele país fecharam em alta de mais de 1%.
Referência para o mercado brasileiro, o Ibovespa oscilou entre altas e baixas durante a sessão, mas fechou no azul, influenciado pelo otimismo externo. O ganho foi de 0,40%, para 57.149 pontos. O volume financeiro foi de R$ 7,107 bilhões. Na semana, o índice avançou 1,64%.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV