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Americanos 'não estão nem aí' para crise, diz assessor da Petrobras

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SAMANTHA LIMA, ENVIADA ESPECIAL
HOUSTON, EUA (FOLHAPRESS) - Inicialmente reticentes quanto à participação na feira mundial da indústria do petróleo que ocorre esta semana em Houston, representantes da Petrobras surpreenderam-se com o interesse manifestado por fornecedores, durante o evento, em vir ao Brasil para atender a estatal.
É o que diz Paulo Alonso, assessor da presidência da Petrobras para conteúdo local. Ele conduziu na cidade dois eventos de apresentação da empresa e seus principais projetos. Ao fim do segundo deles, nesta quarta-feira (6), ele disse que foi procurado por inúmeros investidores depois do encontro anterior.
Desde domingo até esta quinta-feira (7), a cidade sedia a OTC (Offshore Technology Conference).
As reuniões da Petrobras tiveram como objetivo aproximar-se de fornecedores. O plano estratégico da empresa para o período 2020 e 2030 está sendo revisado, para adaptar-se à nova realidade do petróleo e da estatal, e, segundo Alonso, deve ser apresentado "em 40 ou 50 dias".
"As reuniões estão' bombando'. Saímos do Rio com uma agenda estruturada. Mas depois apareceu tanto pedido de reunião... Estamos felizes porque viemos para cá um pouco reticentes. O Brasil, os nossos indicadores macroeconômicos, estão complicados. Estamos num início de recessão, o país não cresce. E o que vimos é que os americanos não estão nem aí para isso. Eles dizem que estamos passando por um momento, e que o Brasil vai crescer e a Petrobras tem óleo para produzir", disse.
Alonso afirma que a Petrobras fechou contratos totalizando US$ 100 bilhões entre 2015 e 2020.
"Quem não veio antes disso perdeu", diz. "A revisão do plano estratégico está acontecendo, então é hora de os fornecedores virem para o Brasil, porque as contratações vão acontecer a partir de 2017".

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