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Mudanças em projetos de ajuste fiscal devem reduzir economia em até 19,4%

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ISABEL VERSIANI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Nelson Barbosa (Planejamento) afirmou nesta quarta-feira (6) que as mudanças acertadas com o Congresso nos projetos de ajuste fiscal em tramitação no Congresso já reduziram em R$ 3 bilhões a R$ 3,5 bilhões -ou seja, em até 19,4%- a economia anual esperada.
Ele se referia às mudanças nas regras de acesso ao seguro-desemprego, auxílio doença, abono salarial e pensão por morte, para as quais o Congresso aprovou, em comissões especiais, parâmetros mais frouxos do que os propostos inicialmente pelo governo.
A economia estimada inicialmente pelo governo com as mudanças nos benefícios era de R$ 18 bilhões ao ano a partir da implementação total das novas regras.
"As mudanças aprovadas refletem o processo de negociação, em que o governo cedeu em vários pontos", afirmou Barbosa em audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
O ministro argumentou que as mudanças nas regras dos benefícios sociais não apenas contribuem para o cumprimento da meta de economia do governo neste ano, mas abrem espaço para novas despesas à frente e corrigem distorções.
Segundo Barbosa, o governo foi obrigado a mudar o rumo da sua estratégia fiscal a partir das modificações do cenário externo, que se tornou menos favorável ao Brasil com a redução dos preços das commodities.
As medidas adotadas, afirmou o ministro, envolvem não apenas uma redução de despesas obrigatórias, mas também nos subsídios, nas desonerações e nos gastos não-obrigatórios, como investimentos e despesas administrativas.

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