Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Justiça mantém demissão de diretores da siderúrgica Usiminas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

RAQUEL LANDIM
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça manteve nesta terça-feira (5) a demissão de três ex-diretores da Usiminas, que foram afastados de suas funções pelo conselho de administração. A decisão é mais um lance na briga entre os controladores da empresa, os japoneses da Nippon Steel, e os ítalo-argentinos da Ternium.
No fim de setembro do ano passado, o então diretor-presidente da siderúrgica, Julian Enguren, e dois diretores vice-presidentes, Paolo Bassetti e Marcelo Chara, perderam os cargos. Eles foram acusados de receber cerca de R$ 1 milhão acima da remuneração prevista.
Todos haviam sido indicados pela Ternium e foram afastados a pedido da Nippon. Os ítalo-argentinos entraram na Justiça, mas, por dois votos a um, os desembargadores da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais mantiveram o afastamento. Ainda cabe recurso ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça).
"Ficou comprovado que esses executivos receberam um valor indevido e esses pagamentos levaram a uma perda de confiança que justifica seu afastamento", diz o advogado Fabiano Robalino, do escritório Sérgio Bermudes, que representou a Nippon.
A Ternium alegou em sua defesa que não houve má fé e que os executivos não sabiam que estavam recebendo mais do que o previsto por auxílio a expatriados. Os ítalo-argentinos argumentaram também que a decisão rompia o acordo de acionistas da empresa, que prevê que os sócios devem votar contra qualquer proposta quando não há consenso entre eles. A Nippon votou pelo afastamento dos executivos.
BILIONÁRIO
A guerra entre os controladores abriu espaço para que os minoritários ganhassem mais voz dentro da empresa. Na última assembleia de acionistas, o bilionário Lirio Parisotto conseguiu eleger seu aliado, Marcelo Gasparino, como presidente do conselho de administração. Isso só foi possível porque não houve consenso entre Nippon e Ternium em torno de um nome.
Parisotto, que detém 4% das ações da Usiminas, também ocuparia um assento no conselho, mas a Ternium entrou na Justiça e obteve uma liminar impedindo que ele tomasse posse. Informalmente a movimentação de Parisotto conta com a simpatia da Nippon. Já houve algumas tentativas de reverter a liminar, mas sem sucesso até agora.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV