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Diretora da Petrobras defende demonstrações financeiras nos EUA

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SAMANTHA LIMA, ENVIADA ESPECIAL
HOUSTON, EUA (FOLHAPRESS) - A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, defendeu a aprovação das demonstrações financeiras da estatal, apresentada ao mercado com 22 dias de atraso, em 22 de abril, em decorrência da descoberta, pela Operação Lava Jato, de um esquema de corrupção na empresa com participação de fornecedores.
Guedes participa, em Houston, da OTC (Offshore Tecnnology Conference), referência mundial do setor de óleo e gás. Aldemir Bendine, presidente da estatal, não veio.
Ela não mencionou o cálculo dos desvios, de R$ 6,2 bilhões, nem as baixas referentes à reavaliação dos ativos, de R$ 44,6 bilhões, que resultaram em prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014. O cálculo dos valores foi um dos principais entraves à entrega das demonstrações no prazo exigido por lei.
"Como vocês sabem, minha empresa atrasou a publicação de suas demonstrações financeiras, o que, como consequência, trouxe temor de dificuldades financeiras adicionais pairando sobre nossas preocupações. No entanto, fomos diligentes em elaborar o resultado mais acurado, que foi finalmente apresentado. Não tivemos ressalvas dos nossos auditores independentes e fomos claros sobre as questões mais sensíveis. Não tivemos objeção das autoridades brasileiras e americanas", disse.
Em sua apresentação, para cerca de 250 pessoas, Guedes disse, ainda, que a Petrobras passou a contar pela primeira vez, nesta terça-feira, com 13 plataformas de produção no pré-sal.
Informou, também, que está mantida a expectativa de produção no pré-sal em 2017. Atualmente, produz 672 mil barris, em média, dados de março.
A unidade que passou a operar às 7h30 da manhã é a cidade de São Vicente, que não é nova e já atuava desde 2010 em testes. Mas, como não tem locação fixa, estava em deslocamento, enquanto outras unidades entraram em operação, no segundo semestre do ano passado.
Em 2014, o custo mínimo para extrair um barril de petróleo do pré-sal, segundo a Petrobras, foi de US$ 9 dólares -o mesmo que a empresa havia informado anteriormente, sobre 2013.
Na média de todas as reservas, o custo de extração do barril na Petrobras é de US$ 14,6, e da indústria, US$ 15, diz Guedes.
Guedes falou por quase 30 minutos sobre a campanha exploratória do pré-sal. Diferentemente da praxe no evento, ela optou por não abrir para perguntas da plateia.

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