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Petrobras e concorrentes pedem mudança na política de conteúdo local

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SAMANTHA LIMA, ENVIADA ESPECIAL
HOUSTON, EUA (FOLHAPRESS) - As dificuldades para atingir as exigências de conteúdo local nos projetos de petróleo e gás estão levando as petroleiras que atuam no Brasil, inclusive a Petrobras, a pedir formalmente ao governo para rever a política. E o governo, por sua vez, criou um grupo para estudar o assunto.
Petrobras, Chevron, Shell e Exxon estão pedindo à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) que reveja as exigências de conteúdo local nos projetos de exploração e produção de petróleo, informou Paulo Alonso, assessor da presidência da Petrobras, nesta segunda-feira (4).
"Todas as entidades de classe, além de Petrobras, Chevron, Shell e Exxon, estão apresentando propostas à ANP. A agência não diz se vai aceitar, mas está receptiva. Não é o fracasso da política", disse, depois de participar de evento da estatal com fornecedores, em Houston. A cidade sedia, ao longo desta semana, a OTC (Offshore Technology Conference), referência da indústria de exploração e produção de petróleo no mar.
Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que um grupo de trabalho no governo deverá apresentar, "em 30 ou 60 dias", conclusões a respeito do tema.
Segundo Braga, participam do grupo técnicos de sua pasta e do Ministério de Ciência e Tecnologia, além da ANP.
No domingo, Braga havia afirmado que havia necessidade de "flexibilização" das exigências.
"Estamos trabalhando com profundidade em cima da questão do conteúdo local, que é uma política que deu certo, que precisa de ajuste, e nós estamos debruçados sobre ela, para que tenhamos em 30 a 60 dias uma proposta para apresentar ao governo. Precisamos perceber como fazê-lo, de forma ajustada e correta. Queremos entender o que foi bem sucedido para replicar em outros setores", disse o ministro.

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