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CDB e Fundos ampliam vantagem sobre poupança com Selic em 13,25%

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com a decisão do Banco Central de elevar nesta quarta-feira (29) o juro básico (taxa Selic) em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, os aplicadores devem redobrar a atenção com seus investimentos. A tradicional poupança perde atratividade em relação a outras aplicações conservadoras, por exemplo.
A estimativa é do professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Samy Dana.
"A poupança amargou e pode continuar amargando poder de compra negativo", afirma, lembrando que a inflação para este ano já está prevista em 8,25% e isso deve ser levado em consideração antes de definir em qual produto aplicar.
Mesmo com remuneração de 80% do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), o CDB leva vantagem sobre a caderneta de poupança. Enquanto o rendimento da poupança fica em 7,44%, o CDB aplicado por um período de até seis meses tem remuneração de 8,02%. Se o período for elevado para mais de dois anos, o rendimento sobe para 8,79%, já que a alíquota do Imposto de Renda sobre os juros obedece a uma tabela regressiva que começa em 22,5% e termina em 15%.
Com taxa média da TR (Taxa Referencial), que compõe a remuneração da poupança, em 0,09 ponto percentual em abril, a caderneta perde também para os fundos de renda fixa. Considerando uma taxa de 1,5% ao ano de administração, para resgaste em até seis meses o fundo terá rendimento de 8,86%. Se o resgate ocorrer em mais de dois anos, o retorno será de 9,71%. A poupança, por sua vez, mantém o rendimento em 7,44% ao ano.
No caso da LCI/LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio), a taxa de retorno fica ainda mais atrativa. De acordo com Samy Dana, se o investidor conseguir uma taxa de 65% do CDI, a remuneração será de 8,33%. Se a taxa for de 90% do CDI, o retorno sobe para 11,71%.
O Tesouro Selic (título público pós-fixado e que segue o juro básico), com custo de 0,3% de custódia e zero de corretagem, tem retorno em até seis meses de 10,04% e em 24 meses de 11,01%.

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