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"Meta de superávit não vai aprofundar a recessão", afirma Levy

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a meta de superávit primário -economia para pagar os juros da dívida pública- traçada pelo governo não vai aprofundar a recessão e que faz parte de um pacote de mudanças econômicas necessárias para a retomada do crescimento.
A declaração foi feita em entrevista ao repórter Kennedy Alencar no SBT Brasil, nesta segunda (27). O governo se comprometeu a economizar neste ano R$ 66,3 bilhões para o abatimento da dívida pública. De janeiro a fevereiro, o chamado superavit primário do governo era de R$ 3 bilhões.
Com a arrecadação fragilizada pela baixa atividade econômica e a dificuldade em ter aprovado no Congresso o pacote de ajuste fiscal, a meta para o ano fica cada vez mais difícil.
O ministro defendeu ainda outras mudanças implementadas por sua gestão na Fazenda, como o retorno da contribuição patronal ao INSS e as mudanças nas regras de aposentadoria. "O que fizemos na verdade foi alinhar o Brasil com o que tem sido feito no mundo inteiro", disse ele.
Levy falou ainda sobre o projeto de lei da terceirização e defendeu que as empresas contratantes recolham a contribuição social em nome das empresas contratadas. "Se isso não for aprovado, será um risco muito grande para o trabalhador e para a economia", afirmou.

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