Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

PIB brasileiro em dólar encolhe e deve contribuir para deficit externo estável

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

EDUARDO CUCOLO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O deficit do Brasil nas transações de bens, serviços e rendas com outros países ficará praticamente estável na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 em relação ao ano passado, segundo projeção do Banco Central.
Em valores absolutos, o valor deve cair de US$ 103,98 bilhões para US$ 84 bilhões, segundo o BC. Na comparação com o tamanho da economia brasileira, no entanto, passará de 4,43% para 4,42%.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, afirmou que a comparação com o PIB foi influenciada pela taxa de câmbio que é utilizada para calcular o PIB em dólares. No ano passado, a taxa média foi US$ 2,35. Neste ano, está em US$ 2,91.
"Você tem uma desaceleração pronunciada do deficit em transações correntes [em valores absolutos]. Em percentual do PIB não cai, porque é o PIB em reais convertido em dólar", afirmou.
As projeções já consideram a nova metodologia de apuração dos dados que passa a ser adotada pelo BC a partir desta quarta-feira (22).
A queda no deficit esperada reflete a taxa de câmbio e a desaceleração da atividade. Os dois fatores têm reduzido importações e gastos com serviços, como viagens. Também levaram a ganhos menores com lucros e juros.
"A balança tem comportamento melhor em relação ao ano passado. Os serviços estão praticamente estáveis, pois o gasto parou de crescer em itens importantes como viagens. E tivemos volume menor de juros e lucros", afirmou Maciel.
"O comportamento do câmbio teve influência determinante para este comportamento. O ajuste já está sendo observado nos dados do trimestre, sobretudo em itens mais sensíveis, como lucros e dividendos e viagens.
Em relação aos Investimentos Diretos no País (que eram chamados de Investimentos Estrangeiros Diretos pela metodologia antiga), o BC espera uma entrada de US$ 80 bilhões em 2015, abaixo dos US$ 96,9 bilhões de 2014.
NOVA METODOLOGIA
Maciel afirmou que a nova fórmula de cálculo segue padrão internacional e já é utilizada por países como EUA, Rússia, Índia, Coreia do Sul, Chile e Colômbia. Também está de acordo com a nova metodologia de cálculo do PIB brasileiro do IBGE.
Os principais impactos da mudança foram o aumento do deficit em transações correntes apurado e a elevação dos investimentos no país.
Uma explicação para esses aumentos é que o BC passou a registrar lucros e juros reinvestidos no Brasil. Esses fatores tiveram um impacto de US$ 12 bilhões no resultado do ano passado, tanto no deficit externo como nos investimentos.
Pela regra antiga, o investimento direto em empresas no Brasil iria financiar 69% do deficit. Agora, vai cobrir 93%.
Parte dessa elevação também reflete a incorporação de dívidas que empresas brasileiras têm com suas filiais no exterior ao investimento direto. Isso representou cerca de US$ 24 bilhões no ano passado. Especialistas consideram esse tipo de capital um recurso de menor qualidade, pois é um dinheiro que pode deixar o país mais rapidamente em momentos de crises.
O investimento direto no primeiro trimestre de 2015 ficou em US$ 13,1 bilhões pela nova metodologia, mas seria de US$ 12 bilhões pela regra anterior.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV