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Metalúrgicos fazem ato no ABC contra projeto de terceirização

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CLAUDIA ROLLI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Metalúrgicos do ABC fizeram manifestações nesta quarta-feira (15) na via Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), em protesto ao projeto de lei que regula e amplia a terceirização nas empresas.
A votação foi suspensa na noite de terça-feira e deve ser retomada nesta quarta.
De acordo com a CUT, ao menos 5.000 trabalhadores da Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz e Scania se reuniram em dois pontos diferentes da via, na altura dos km 14 e 21, sentido Santos-capital, e caminharam por cerca de duas horas. Eles interditaram a pista, que foi liberada por volta de 9h30.
O ato faz parte do "Dia Nacional de Paralisação", que ocorre em 24 capitais e reúne trabalhadores urbanos e rurais.
Segundo a Mercedes, a fábrica de São Bernardo do Campo estava nesta quarta-feira e ontem (14) parada por que a montadora concedeu folgas a todos os funcionários horistas e mensalistas para ajustar a produção.
De acordo com a central, os trabalhadores da Ford que fazem o turno da manhã decidiram, durante o ato, que não iriam trabalhar nesta quarta-feira.
As demais montadoras ainda não informaram se houve adesão aos protestos desta quarta-feira.
Durante o ato, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que "nem mesmo na ditadura militar tiveram a ousadia de tentar rasgar a CLT como esses deputados fizeram. Eles, para atender aos interesses dos patrões, estão tentando tirar todos os nossos direitos conquistados".
Em seu site, a central informa ainda que, em Porto Alegre, os motoristas de ônibus também decidiram parar. Em Brasília, também houve adesão de cobradores e motoristas. Os rodoviários também pararam em Recife. Em Maceió e São Luís, protestos interditaram avenidas e a entrada de universidades.
SÃO PAULO
Em Paulínia, petroleiros e operários de empresas prestadoras de serviços da Petrobras fecharam a rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332) por 40 minutos na manhã desta quarta-feira (15).
Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também houve protesto com o fechamento de ao menos três entradas ao campus, no distrito de Barão Geraldo. O trânsito ficou complicado e houve reflexos até na rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332).
Em São José dos Campos, trabalhadores das fábricas da Embraer e da General Motors iniciaram protestos às 5h, em frente às empresas. Já às 6h, os motoristas do transporte coletivo do município também aderiram ao protesto e, por duas horas, realizaram uma "operação tartaruga" entre a avenida José Longo e a rua Humaitá, prejudicando o trânsito em vias próximas.
Na capital paulista, os protestos prejudicaram o trânsito na cidade e nas estradas em seu entorno -como na rodovia Anhanguera na altura do km 19, sentido São Paulo.
Na Grande São Paulo, um grupo parou às 7h30 o km 15 da pista local da rodovia Anchieta, no sentido litoral, em São Bernardo do Campo.

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