Aneel aprova aumento nas tarifas de energia em empresas de cinco Estados
JULIA BORBA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta terça-feira (14), aumentos sobre a tarifa de energia de seis distribuidoras do país. Os novos preços começam a ser aplicados na próxima semana.
O ajustes atingem municípios de Sergipe, da Bahia, do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e também do Ceará.
No caso da Energisa Sergipe, as residências, comércios e escritórios terão a conta de luz aumentada em 10,81%. Para a indústria local, o ajuste será de 17,46%.
A empresa atende 713 mil unidades consumidoras em 63 municípios do Estado.
Já a Coelba, que possui 5,5 milhões de consumidores em 415 municípios da Bahia, aplicará aumento de 10,45% para a chamada baixa tensão, que inclui as residências. Grandes consumirdes, como fábricas, terão ajuste de 13,34%.
A Cosern aplicará aumento de 7,41% sobre as tarifas residenciais e de 14,41% para as indústrias. A empresa atua no Rio Grande do Norte e atende 1,3 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios.
A Uhenpal, que possui 15 mil unidades consumidoras localizadas nos municípios gaúchos de Faxinal do Soturno, Nova Palma, Dona Francisca, Ivorá, Silveira Martins, São João do Polêsine, Restinga Seca e parte dos municípios de Santa Maria e Júlio de Castilhos, aumentará seus preços em 4,46% para residências e 7,52% para indústrias.
Já a AES Sul terá reajuste de 4,36% para comércios, residências e escritórios. A indústria perceberá aumento pouco maior, de 6,95%. Serão afetadas 1,3 milhão de unidades consumidoras localizadas em 118 municípios do Rio Grande do Sul.
A Coelce, que atende 3,3 milhões de unidades consumidoras localizadas em 184 municípios do Ceará, passou por processo um pouco diferente das demais.
No lugar da correção anual das tarifas -chamado reajuste tarifário-, ela passou pela revisão tarifária. Esse processo, feito em média a cada quatro anos, leva em conta a remuneração dos investimentos realizados, além da inflação e do aumento de custos das empresas no período.
Para os consumidores de residências e pequenos comércios atendidos pela empresa, o aumento será de 7,15%. Na alta tensão, esse ajuste será de 22,74%.
