Comissão do Senado aprova indicações para diretoria do Banco Central
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou nesta terça-feira (14) as indicações dos economistas Tony Volpon e Otávio Damaso para a diretoria do Banco Central.
Os nomes de Volpon e Damaso, indicados, respectivamente, para a diretoria de Assuntos Internacionais e de Regulação do BC, foram aprovados pelos senadores da CAE por 22 votos a favor e dois contra. As indicações precisam ser submetidos ao plenário da Casa, o que deve acontecer ainda nesta terça.
Em sabatina na comissão, Volpon avaliou que a taxa de câmbio pode ter chegado ao seu ponto de equilíbrio no país.
"É muito provável que esse novo patamar [da taxa de câmbio] que nós atingimos seja o patamar que nós vamos ver nos próximos períodos", disse.
O dólar comercial fechou a segunda-feira (13) cotado a R$ 3,125 e opera em queda nesta terça.
Durante a audiência, os dois economistas destacaram que, com a alta do dólar no mercado global e a correção recente de tarifas públicas, o país vive momento de ajuste de preços.
"Não tem condição de o Banco Central travar uma batalha direta com esses dois realinhamentos", afirmou Damaso, acrescentando que as recentes altas de juros têm visado evitar que o impacto desses aumentos se propague pelo resto da economia.
Os dois defenderam, porém, intransigência com a inflação e disseram acreditar que o BC vai conseguir cumprir o objetivo de levar a inflação ao centro da meta de 4,5% até o final de 2016.
QUEM É QUEM
Damaso é chefe de gabinete do presidente do BC, Alexandre Tombini, desde 2011.
Volpon, se confirmado, será o primeiro membro da diretoria do BC em cinco anos vindo do mercado financeiro. Ele era diretor de mercados emergentes da gestora japonesa Nomura Securities, em Nova York, até fevereiro.
Questionado pelos senadores sobre críticas anteriores feitas por ele à gestão de Tombini, Volpon afirmou que questionou o ciclo final de redução de juros promovido pelo BC em 2012, mas que desde então considera que houve uma "correção".
"Eu apoio o que está sendo feito agora", disse.
