Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Após investigação e crise, agência Fitch rebaixa nota da Schahin Óleo e Gás

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A agência Fitch rebaixou nesta quinta-feira (9) a nota da Schahin Óleo e Gás, do Grupo Schahin, de "B-" para "C" e removeu a perspectiva negativa, indicando que a empresa tem risco de crédito alto e inadimplência.
"O rebaixamento reflete a continuidade da deterioração da qualidade de crédito da Schahin e sua exposição às condições de mercado. A empresa não conseguiu reestruturar sua dívida de curto prazo", afirma em nota.
A agência de risco também citou a "suspensão temporária" de cinco das seis unidades de perfuração a serviço da Petrobras como prova do cenário de crise.
As dificuldades da companhia começaram com a investigação na Operação Lava Jato, que também foi crucial para o rebaixamento do rating, de acordo com a agência. "Alegações de que a unidade de engenharia do Grupo Schahin, a Schahin Engenharia, estaria envolvida na Operação Lava Jato contribuíram para o agravamento da situação."
Na quarta-feira (8), outra agência de risco já havia rebaixado a nota da Schahin Óleo e Gás. A Standard & Poor's diminuiu a avaliação de 'B-' para 'CCC-' da companhia.
"O rebaixamento reflete nossa visão de que, caso não ocorra um evento positivo inesperado nos próximos seis meses, a Schahin deverá entrar em default", informa a nota da agência S&P.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
No início de abril, a companhia preparava seu pedido de recuperação judicial, interrompendo a operação de cinco sondas que alugava para a petroleira.
Segundo a reportagem apurou, a decisão foi tomada porque o caixa da Schahin está praticamente no fim e poderia faltar dinheiro para desmobilizar os equipamentos com segurança. Procurada, a empresa não quis se pronunciar.
INVESTIGAÇÃO
A Schahin é acusada na Lava Jato de participar do cartel que superfaturava obras para a Petrobras. Apesar de seus executivos não terem sido presos, a companhia teve seu nome citado nas delações premiadas e faz parte do grupo de 23 empresas que foram excluídas de novas licitações pela Petrobras.
A Schahin se endividou pesadamente para fornecer sondas para a estatal, aproveitando a política de conteúdo nacional. Adquiriu três sondas e fez contratos de leasing para outras três. Todas estão alugadas para a Petrobras, mas só uma delas será mantida em funcionamento.
DÍVIDA NO EXTERIOR
Boa parte da dívida da companhia está no exterior e os maiores credores são o banco chinês ICBC e o japonês Mizuho. Bancos nacionais também emprestaram dinheiro para a Schahin, mas por meio de um sindicato de bancos que comprou papéis da companhia no exterior.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV