Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Mangabeira defende ajuste fiscal: "o dia do castigo chegou"

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

EDUARDO CUCOLO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Mangabeira Unger (Secretaria de Assuntos Estratégicos) afirmou que a política econômica dos últimos anos foi um "keynesianismo vulgar" que agravou os problemas do país e adiou "o dia da conta e do castigo". Esse dia, segundo o ministro, chegou por meio da necessidade de ajuste nas contas públicas.
Mangabeira fez nesta quinta-feira (9) um discurso de quase meia hora durante a posse do novo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Jessé de Souza, que falou por apenas seis minutos.
O ministro disse que o Brasil não irá mais avançar com o modelo baseado na exportação de commodities e popularização do acesso ao consumo. Para ele, é preciso substituir o "nacional consumismo" por um projeto "produtivista e capacitador".
"O recurso da política contracíclica, do keynesianismo vulgar, adiou o dia da conta e do castigo, mas acabou apenas por agravar o problema que agora temos de resolver", afirmou. "Precisamos de um ajuste que subordine o keynesianismo vulgar ao imperativo do realismo fiscal."
O ministro afirmou que os "sacrifícios exigidos" pela nova política não têm como objetivo agradar ao mercado financeiro, mas evitar que o Estado fique de joelhos diante desses mesmos interesses.
Disse também que o ajuste nas contas pública não é um fim, mas "mera preliminar de uma agenda" que enfatiza a produção e a oferta e não mais o consumo e a demanda.
"A democratização do lado da demanda se pode fazer só com dinheiro. Do lado da oferta, exige renovação das instituições. Não basta regular a economia de mercado e atenuar a desigualdade com políticas compensatórias de redistribuição", disse.
Mangabeira se junta à lista de ministros que, ao defenderem a nova política econômica da presidente Dilma Rousseff, acabam por criticar medidas tomadas por ela mesma em seu primeiro mandato.
DÉSPOTAS ADMINISTRATIVOS
O ministro, que participou do governo Lula entre 2007 e 2009 e voltou ao cargo em fevereiro deste ano, citou a atual legislação ambiental como entrave ao aumento da produtividade.
Segundo ele, o Brasil concede poderes discricionários, quase ilimitados, a um elenco de pequenos déspotas administrativos nessa área. Esses dirigentes, juntos com os órgãos de controle ambiental, organizam uma perseguição aos interesses da produção, segundo o ministro. "E aí tudo na vida produtiva do país vira uma luta inconclusa entre preconceitos ideológicos contrastantes e interesses práticos opostos."
TERCEIRIZAÇÃO
Ao falar sobre a política econômica anterior, Mangabeira também afirmou que foi um modelo que gerou um altíssimo nível de emprego, mas com a grande maioria dos brasileiros empregados em serviços de baixíssima produtividade e sem futuro.
Para o ministro, houve queda da informalidade nos últimos anos, mas com precarização das condições de trabalho por meio do uso de trabalhadores terceirizados e temporários. Ele não citou, no entanto, o projeto sobre terceirização que teve seu texto principal aprovado nesta quarta-feira (8) na Câmara.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV