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Dólar sobe e fecha em R$ 3,11 após sequência de cinco quedas; Bolsa cai

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar quebrou uma sequência de cinco sessões em queda e fechou em alta nesta terça-feira (7). A valorização da moeda americana refletiu as incertezas políticas no país, com a dificuldade de articulação política do governo, e também o cenário externo, com a crise entre Grécia e seus credores.
O mercado monitora também a votação de projetos que podem afetar o ajuste fiscal no país, como o de troca de indexadores das dividas de Estados e municípios e o que envolve benefícios fiscais concedidos pelos Estados.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 0,71% e fechou em R$ 3,112. O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, teve alta de 0,35%, para R$ 3,134.
A Bolsa encerrou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,02%, para 53.729 pontos.
A recusa de Eliseu Padilha em assumir a coordenação política do governo causou temor entre os investidores de que o governo não consiga aprovar seus ajustes fiscais, necessários para que o país mantenha o selo de bom pagador junto às agências de classificação de risco.
Na manhã desta terça (7), o ministro Joaquim Levy (Fazenda) se reuniu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para tentar negociar a aprovação do ajuste fiscal.
Apesar da tensão política, o governo obteve algumas vitórias importantes nesta terça-feira que ajudaram a aliviar o cenário, avalia Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. "O mercado acredita que as medidas vão sair, talvez não na plenitude que o governo deseje. Mas há um consenso de negociação entre as partes", diz.
Nesta terça-feira (7), o relator do projeto que regulamenta as terceirizações no país, deputado Arthur Maia (SDD-BA), se reuniu com Levy e disse ter aceito algumas das sugestões feitas pelo governo federal, que teme perda de arrecadação com as mudanças.
GRÉCIA
A crise na Grécia, que tem até a próxima quinta-feira para pagar uma parcela do empréstimo ao FMI (Fundo Monetário Internacional), ajudou a valorizar o dólar nesta sessão.
Das 24 principais divisas emergentes, 19 se desvalorizaram em relação à moeda americana.
De acordo com o Ministério das Finanças grego, o FMI assegurou à Grécia que está disposto a ser "flexível" com as reformas que o governo grego propôs aos credores antes que mais fundos de resgate sejam desembolsados.
A Grécia não recebe fundos de resgate desde agosto do ano passado e tem recorrido a medidas como tomar empréstimos junto a empresas estatais. Um novo pacote de reformas oferecido na semana passada ainda precisa ser aprovado pelos credores da União Europeia e o FMI.
BOLSA
As ações da Petrobras subiram nesta terça (7), após a estatal ter divulgado comunicado com as indicações de acionistas não controladores para os Conselhos de Administração e Fiscal da petroleira. Os papéis preferenciais da empresa -mais negociados e sem direito a voto- subiram 1,87%, para R$ 10,89. As ações ordinárias, com direito a voto, tiveram alta de 2,36%, para R$ 10,83.
No final da noite de segunda (6), a Schahin, uma das companhias investigadas pela Operação Lava Jato, comunicou à estatal sobre a necessidade de parar temporariamente cinco unidades de perfuração sob contrato.
Em nota, a Petrobras disse que "está avaliando as medidas contratuais cabíveis", e que as duas companhias estão planejando a paralisação das atividades de forma segura.
"É algo a que o mercado tem que ficar atento, pois não é a primeira fornecedora da Petrobras a passar por problemas derivados da Lava Jato", afirma Henrique Florentino, analista da UM Investimentos.
A alta dos preços do petróleo também ajudou a estatal nesta segunda-feira (6). O barril do Brent, negociado em Londres, subiu 1,55%, para US$ 59,02, enquanto o WTI, negociado em Nova York, teve alta de 3,32%, para US$ 53,87.
Depois de sete quedas seguidas, os preços do minério de ferro se recuperam nesta terça-feira, o que ajuda a impulsionar as ações da Vale. Os papéis preferenciais da mineradora subiram 3,28%, para R$ 16,06, enquanto as ações ordinárias tiveram alta de 4,80%, parar R$ 19. Ambas lideraram as valorizações no Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira.
A maior baixa da sessão foi registrada pelos papéis da Rumo Logística, com queda de 9,20%, para R$ 1,58.

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