Economia

Brasileiro está consumindo menos feijão

Da Redação ·
 Entre as capitais, as que mais consomem feijão ao longo da semana estão Belo Horizonte
fonte: Google Imagens
Entre as capitais, as que mais consomem feijão ao longo da semana estão Belo Horizonte

O estudo Perfil da Alimentação e Atividade Física da População Brasileira, divulgado hoje pelo Ministério da Saúde, mostrou que o consumo regular do alimento (cinco vezes ou mais na semana) caiu, mais uma vez.


Em 2006, quando o levantamento sobre os hábitos alimentares do brasileiro começou a ser feito, o feijão estava integrado à maioria das refeições de 71,9% da população adulta. Hoje, o percentual caiu para 65,8%. Entre as mulheres, o consumo é menor, de 60,1%. Entre os homens, o número sobe para 72,4%.


“Já havíamos detectado uma mudança no padrão alimentar do brasileiro, que é ruim para o que estamos vivendo no Brasil: uma transição demográfica e epidemiológica importante, com o aumento das doenças crônicas. Uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas são essenciais para o combate a essas doenças”, pondera a coordenadora geral de Doenças e Agravos não-transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta.


A dupla “arroz com feijão” é considerada grande aliada dos brasileiros. “Ela protege a alimentação dos brasileiros da entrada de fast foods no cardápio diário. Mas, talvez, o tempo de preparo e a redução do número de refeições em casa estejam provocando a queda do consumo”, avalia.


Um dado interessante é que, quanto maior a escolaridade da população, menor é a ingestão do alimento. Entre os brasileiros com até oito anos de estudo, 70,7% consomem feijão regularmente. O número cai para 64,9% entre os que têm entre 9 e 11 anos de estudo e os que estudaram 12 anos ou mais, apenas 51,4% mantém o hábito de comer feijão regularmente.


Entre as capitais, as que mais consomem feijão ao longo da semana estão Belo Horizonte, Cuiabá e Goiânia (quase 80% da população adulta). As que menos consomem são Macapá (30%), Florianópolis (35%) e Manaus (cerca de 40%).

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