Economia

Sem ajuste, país pode perder grau de investimento, diz Levy

Da Redação ·
Joaquim Levy: "o custo será altíssimo para o governo, para as empresas e para o trabalhador", afirmou - Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil
Joaquim Levy: "o custo será altíssimo para o governo, para as empresas e para o trabalhador", afirmou - Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o Brasil pode perder o grau de investimento dado pelas agências de classificação de risco caso o ajuste fiscal não seja feito.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro apontou que a dívida brasileira ainda é bastante elevada (em relação ao Produto Interno Bruto) para um rating não tão alto. "Se não fizermos ajuste, ainda existe risco de perder o grau de investimento. O custo será altíssimo para o governo, para as empresas e para o trabalhador", afirmou.

O ministro lembrou que muitos investidores não podem aplicar em países que não têm grau de investimento e que isso teria grande impacto na economia real. "Para preservação do emprego, temos de botar a dívida pública em uma trajetória sustentável, que nos traga para a esquerda (do gráfico apresentado aos senadores).

Sempre movendo para a esquerda, né presidente", disse, em tom de brincadeira. Na audiência, Levy falou aos senadores sobre ciclos econômicos e a diferença entre a crise de 2008 e as anteriores. Levy disse que, naquele ano, a crise encontrou o governo brasileiro em boas condições, mas que as ações anticíclicas era uma situação temporária.

"É chegado o momento de nós revertermos nossas medidas anticíclicas", declarou. Ele ponderou que o fim do ciclo de preços altos das commodities significa "um vento um pouco contra" na economia brasileira e que é preciso readaptá-la à nova realidade. "Na medida em que os elementos anticíclicos são tirados, notadamente da china, os preços das commodities continuará caindo", completou.

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Fonte: exame.abril.com.br - Lorenna Rodrigues, do Estadão Conteúdo - Bernardo Caram e Adriana Fernandes, do Estadão Conteúdo